Domingo, Junho 25, 2017
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Reportagem

Arte Xávega

puxando-a-xávega

Pescando a partir de terra. Seis horas da manhã. Estacionámos no local ermo onde a ‘companha’ começava a chegar, na zona da Meia-Praia, em Lagos. Atravessámos a linha férrea e as dunas, caminhando resolutamente em direcção à canoa – o ‘calão’ – que adivinhámos, mas não enxergávamos. Íamos assistir, uma vez mais, a uma pescaria com a ancestral arte xávega. Apenas um motor fora de borda e as redes mais leves emprestam modernidade ao processo. Às seis e meia e primeira luz do dia, começaram os preparativos para fazer deslizar o barco até à água, com a ajuda de barrotes …

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Transição em Portalegre

Portalegre im Wandel

Tudo começou em 2011 com uma acção de jardinagem de gerrilha, conta Luís Bello Moraes (41), fundador do grupo Portalegre em Transição, à ECO123 no pátio do centro cultural FICAR. Nós semeámos milhares de girassóis em todos os jardins públicos e parques da cidade. E assim que começaram a florescer, os mentores da iniciativa encontraram-se com os residentes e convidaram-nos a plantarem legumes no meio. Num centro comercial, o grupo de Transição tem o seu “Poiso”, o que significa tanto como um espaço de tranquilidade e descanso. Aí discutem e decidem sobre as suas actividades. Aí trocam-se ideias e opiniões, …

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Transição em Coimbra

coimbra em transição

Annelieke van der Swijs (48), Sara Carvalho (40) e Sandra Rocha (26) trabalham em conjunto com mais de 30 membros na associação do Grupo de Transição em Coimbra. Lidam tanto com carências sociais, como com os problemas ecológicos e económicos da cidade com 145.000 habitantes, onde vivem mais de 30.000 estudantes. Tudo começou no ano 2009, com uma horta biológica no Jardim Botânico de Coimbra e com o “Mercadinho do Botânico”, com especiarias e ervas aromáticas. Em 2013, fundou a associação, isso também porque na Câmara Municipal e nas outras entidades locais, só são levados a sério se a Transição …

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Transição em Linda-A-Velha

linda a velha i wandel

“Tudo começou com uma festa”, recordam-se Gonçalo Pais (38) e Fernando de Oliveira (45). Ambos vivem na cidade-dormitório de Linda-A-Velha, que conta com quase 20.000 habitantes em 2,32 km2. De manhã, a maior parte das pessoas desloca-se para o trabalho. Deixam os seus filhos na escola. E à noite voltam para dormir nos favos dos seus arranha-céus. Com a abertura do maior supermercado do Pingo Doce em Portugal, o mercado semanal local e com ele também o comércio directo de legumes e peixe na freguesia morreram. A iniciativa de Transição começou em 2012 com o renascimento do centro da comunidade …

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Transição em Famalicão

Já há muito que se alerta para a exaustão da produção industrial em larga escala – ameaçada por factores de ordem natural, social e ambiental. Os piores cenários obrigarão a esmagadora maioria da população a ter que alterar radicalmente o seu modo de vida. Os produtos petrolíferos, e seus derivados altamente poluentes, estão omnipresentes no quotidiano das grandes cidades. A haver uma ruptura, ocorrerá de forma brusca. Foi com esta consciência que em 2011 se fundou o grupo “Famalicão em Transição”, afirma Manuela Araújo, principal dinamizadora de um grupo de voluntários que já vinha actuando em prol do ambiente. Um …

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Monchique em Transição

transition monchique - community garden

Passaram nove anos desde que o professor universitário Rob Hopkins(1) iniciou um movimento de mudança, na pequena cidade irlandesa de Kinsale. O movimento tem vindo a alargar-se e, hoje, está implantado ou em vias de implantação em algumas centenas de cidades. Monchique foi a primeira terra algarvia a aderir e a criar um pequeno grupo dinamizador, em Dezembro de 2011. O projeto funciona na base da confiança, o que significa grupos pequenos e localizados, 250 membros no máximo. A ECO123 falou com uma das activistas, Lesley Martin, que nos disse preferir avançar aos poucos, solidificando as atividades emergentes. A horta …

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Devolver a Portugal o seu celeiro

herdade de carvalhoso

Herdade de Carvalhoso São cada vez mais os casos de empresas de sucesso ligadas à alimentação biológica, mas a Herdade de Carvalhoso é claramente um caso único em Portugal. Situada no Ciborro, arredores de Montemor-O-Novo, região do Alentejo historicamente considerada como o celeiro de Portugal, a Herdade De Carvalhoso, fundada nos anos 70, começou por se dedicar apenas à produção agrícola de cereais, fundamentalmente milho e arroz. Já nos anos 80, particularmente após a adesão portuguesa à então Comunidade Económica Europeia, surgiram fundos para investimento na agricultura. Este facto, associado a uma elevada produção de cereais, assim como a perspectiva …

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O Impy sai da Casca

águias-de-bonelli

Era uma vez dois pequenos príncipes que foram criados por duas águias-de-Bonelli. Nos dias 15 e 18 de Março de 2013 eclodiram de cada um dos seus ovos, que tinham sido postos num ninho seguro de ramos e folhas cuidadosamente escondido no alto de um pinheiro da densa floresta. A rainha tinha estado deitada durante 42 dias nos ovos e chocou-os. E enquanto isso, o rei de todas as aves esvoaçava com boa térmica. Movia-se lentamente com as suas largas asas de 175 cm em alturas sublimes, para obter uma melhor visão do seu território de caça. Nada lhe escapava. …

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A vida errada não pode ser vivida com razão…

Portucel

No Alfa Pendular. Com uma emissão de CO2 de apenas quatro quilogramas, o jornalista deixa o sul do país a deslizar a uma velocidade de 220 km e recapitula. Há alguns dias atrás ele tinha ido buscar o seu velho fato ao roupeiro e certificar-se se ele ainda serviria para esta missão. Precisava de um fato em perfeitas condições que lhe assentasse bem, porque iria pôr-se no papel de investidor rico. Um teste, com o qual ele contava para poder ter melhores oportunidades de recolher informações. Porque quem, como jornalista, tenta marcar uma entrevista com o presidente de uma empresa …

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Monchique e o eucalipto em Portugal

Holzfäller in Monchique

Numa área de 396 quilómetros quadrados vivem actualmente 6.045 habitantes, cercados de serra e floresta. 76 por cento é constituída por plantações de eucaliptos. No último grande incêndio no ano 2003, em dez dias arderam 317 quilómetros quadrados de floresta, ou seja, 80 por cento do concelho. Um trauma que ainda hoje afecta, porque os bombeiros dificilmente conseguiam combater os incêndios. Doze anos antes, em 1991, Monchique ardeu durante uma semana inteira. As florestas do interior ardem constantemente e destroem assim por diante a base da pequena agricultura dos seus habitantes. O próximo incêndio florestal é, portanto, apenas uma questão …

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