Segunda-feira, Janeiro 20, 2020
pt-ptende
Inicio | Editorial Online | Nº 4 – Histórias contadas pela vida

Nº 4 – Histórias contadas pela vida

Deslocamo-nos um dia desta semana ao talho… Ele ficou surpreendido: os vegetarianos voltaram a comer carne? Respondi com uma contra questão: Quem é o melhor amigo do homem?

O cão, disse ele. Não, o gato, disse a minha mulher. Não, o cão, respondi. Tanto faz? Evitámos brigas, aceitámos as nossas opiniões diferentes e somos como somos (iguais e diferentes). De qualquer forma, já há duas semanas que não compramos comida para cães e gatos em lata ou saquinhos de alumínio/plástico nos supermercados. Assinámos um acordo lá em casa. Isto reduz a nossa quantidade de lixo em, pelo menos, 25%. O que fazemos em vez disso? Os pobres animais têm de comer alguma coisa, certo? Desde o início do corrente mês vamos ao talho duas vezes com as nossas embalagens (tupperware), feitas de vidro (Ikea) e compramos um frango inteiro e uma quantidade de carne prensada, esse material, chamado “fiambre”, que é unido através de uma mistura de resíduos de carne, material que normalmente acaba no lixo e é cosmeticamente apimentado para os consumidores: o botox da cozinha do açougueiro…

Isto economiza ração de gato em saquinhos selados (que todos acabam por deitar no lixo), com alguns molhos mistos, química de alimentos e um pouco de carne de descarte, que cheira como o momento de evacuação do meu cachorro. O nosso comportamento hoje em dia é ganho-ganho-ganho. Não cheira mais mal, não jogamos nada fora e os animais estão felizes com algo que só viram em pratos humanos. E, digo-vos, o frango custa menos de dois euros por quilo (que lucro!) e o fiambre não custa cinco euros, o que é mais barato do que toda a comida enlatada para animais. Só posso dizer que nos salvaremos do ciclo de horror no futuro. A ideia de evitar o lixo tornou-nos criativos. E a nossa criatividade não conhece limites. No próximo fim-de-semana (sempre no futuro) contarei mais uma história sobre como acabar com a produção de lixo. A propósito, ainda não comemos carne…

Penso que temos de começar por nós próprios, se quisermos fazer a diferença no processo de travar as alterações climáticas. E Madrid não está a fornecer soluções…

Deixar uma resposta

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.