Segunda-feira, Abril 24, 2017
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Editorial

Portugal é uma ilha?

Editorial Nr. 17

Uwe-Heitkamp Editor & Director
Uwe-Heitkamp
Editor & Director

Os sucessos nas urnas, que são fruto da frustração e do medo da perda de estatuto social e de não conseguir sobreviver com dignidade, só podem ser considerados vitórias pírricas. Segregar, espalhar o medo e gerar conflitos, eis o padrão atual da política populista que olha com saudosismo cego o passado glorioso baseado no saque do nosso planeta. Mas essa política não consegue nem resolver os problemas do presente, nem oferecer uma visão sustentável para um futuro melhor.

Trata-se de uma política míope, cujos óculos só a deixam ver a ponta do próprio nariz. Por destruir o consenso social, brincar com o fogo e repetidas vezes provocar guerras, esta miopia política é verdadeiramente perigosa. É um olhar que não procura soluções sustentáveis. Limita-se a encontrar sempre os erros nos outros, segrega minorias, fomenta a xenofobia e aumenta as injustiças sociais e económicas. Esta miopia destrói a nossa Terra, o nosso biótopo.

As soluções para os nossos variadíssimos problemas globais nunca aparecem em simples padrões a preto e branco. Necessitam de um olhar astuto que vá muito além do próprio quintal. Só promovendo o encontro, vencendo o medo e procurando soluções em conjunto é que a política pode atenuar conflitos. A descontração é uma ajuda importante para a resolução de problemas. Esta requer tempo e paciência, diálogo e decisões, e também a tentativa e o erro. A base, porém, é um planeta intacto, com habitantes que dele cuidam e tratam. Será que é isso que estamos a fazer?

Uma das nossas leitoras diz que Portugal, apesar de ser um país pequeno, tem tudo o que precisamos para uma vida boa. Paz. Sol e vento gratuitos que nos oferecem eletricidade renovável. Solos suficientes para água pura e para conseguir implementar uma agricultura sustentável, que nos poderia garantir uma alimentação equilibrada. Diz, temos conhecimentos suficientes para fabricar produtos ecológicos que nos vistam, mantenham saudáveis e nos movimentem, tornando-nos independentes das importações sem sentido.

E há outro leitor que nos escreve que tem a impressão que a ECO123 está 20 ou 30 anos à frente no tempo. Obrigado! É uma opinião que nos faz sorrir e pensar ao mesmo tempo. Se hoje encontrássemos soluções socialmente e ecologicamente sustentáveis que estivessem assim tão à frente no tempo, estaríamos no caminho certo para enfrentar o futuro. Se encontrássemos uma solução justa e consensual para minimizar os medos existenciais e a pobreza, Portugal tornar-se-ia uma ilha em que reinaria a paz.

Do dia 25 a 27 de setembro, na Assembleia da República em Lisboa, tem lugar o 17º Congresso BIEN, um encontro mundial para o Rendimento Básico Incondicional, com a presença de representantes de muitos países deste nosso planeta. Nesta edição, a ECO123 debate com eles esse tema tão importante para o nosso futuro.

Livros


Sugestões

Basic Income Phillippe van ParijsBasic Income: A Radical Proposal for a Free Society and a Sane Economy By Philippe van Parijs and Yannick Vanderborght Harvard University Press ISBN 9780674052284 30 March 2017 £23.95
radikal-gerechtRadikal gerecht: Wie das bedingungslose Grundeinkommen den Sozialstaat revolutioniert By Thomas Straubhaar Edition Körber-Stiftung ISBN: 978-3-89684-194-0 17. Februar 2017 €17

Raising the floorRaising the Floor: How a Universal Basic Income Can Renew Our Economy and Rebuild the American Dream By Andy Stern (Author), Lee Kravitz (Contributor) PublicAffairs, 2016 ISBN 1610396251, 9781610396257 June 14, 2016 £23.95
Basic Income GuaranteeBasic Income Guarantee: Your Right to Economic Security (Exploring the Basic Income Guarantee) By Allan Sheahen Palgrave Macmillan ISBN: 978-1-137-00570-0 July 2012 $89.32

Qual é a energia que nos move?

Editorial Nr. 16

Uwe-Heitkamp Editor & Director
Uwe-Heitkamp
Editor & Director

A maioria de entre nós começou agora a compreender que menos pode significar mais: menos trabalho significa ter mais tempo, tempo para nós próprios, para as pessoas que mais amamos, e para aquelas que nos estão próximas. Ter menos património também significa… suportar menos responsabilidades e menos saque aos recursos naturais, bem como menos desperdício. Viver em melhor harmonia com o planeta Terra é um tema cada vez mais atual. O que nos motiva a isso? Qual é o nosso investimento no futuro dos nossos filhos e das gerações seguintes? Atingir o equilíbrio entre a alma, o espírito e o corpo é a base para uma vida em paz e harmonia. Mas o que é que isso significa? Foi a pergunta que fizemos a uma médica, que não combate as doenças, mas que, pelo contrário, promove a saúde.

Há algum tempo recebi um convite para um evento, que acabou por começar de forma completamente diferente do que estava planeado. Estava agendado que o Ministro do Ambiente faria um discurso de abertura. Ele chegou na sua grande viatura negra, a mesma já usada pelo seu antecessor, e foi recebido por uma manifestação de pescadores. “Eu sou ilhéu”, estava escrito nas suas t-shirts, e protestavam contra a intenção do governo de, brevemente, mandar demolir as suas casas. O senhor ministro dedicou meia hora do seu tempo aos seus compatriotas. Para quê? Para ouvir. Será que encontrou uma solução para os seus problemas?

Nos nossos tempos modernos, o Ministério do Ambiente é, sem dúvida ainda um ministério muito desvalorizado, e não é o único nessa situação. O ministro e os seus colaboradores têm pouco poder, pouco tempo e pouca influência na política. Podem discursar e o ministro pode manter o seu cargo, sem mais interferências, desde que não tencionem ditar à economia a forma como esta deve funcionar. Mas por que razão é que um Ministro do Ambiente é tão impotente, e como será possível mudar esta situação? Foi isso que pretendemos saber junto do mesmo. E depois ainda fomos descobrir como se consegue transformar uma ruína numa casa acolhedora. Daí chegámos às casas que geram mais energia do que gastam, as casas de energia positiva.

Interessado? Então venha daí…

Sobre o valor da restrição

Editorial Nr. 15

Há uns dias recebi um simpático convite para a edição deste ano do Greenfest no Estoril. Antes de aceitar um convite costumo sempre dar uma vista de olhos no programa e na lista dos patrocinadores. Vejo que se trata de um evento de três dias para toda a família. As empresas, as freguesias e os cidadãos apresentam-se,no intuito de se consciencializarem no que toca a questões ligadas à sustentabilidade.Uma boa ideia.

O primeiro patrocinador que descubro é a Volkswagen. Esta empresa manipulou deliberadamente de forma fraudulenta os dados sobre as emissões de onze milhões de veículos. Será que a VW ainda tem algo a dizer sobre oassunto? Em segundo lugar, deparo-me com o produtor de papel Portucel/Soporcel como segundo patrocinador,que investiu bilhões em plantações industriais de eucalipto e, como tal,é co-responsável pela calamidade dos fogos florestais.Depois,vem a marca de tintas Barbot e a fundação Gulbenkian,cuja riqueza se baseia no saque ao petróleo e gás do nosso planeta,e também ainda a Unilever. Com base nestas informações,decidi nem sequer me aproximardeste evento.A ECO123 só investe em eventos que cumprem o que prometem. Tenho, no entanto, curiosidade em saber qual o valor do cheque que uma empresa tem que passar para ter direito a participar neste Greenwashing?

Abordemos soluções. Nesta edição, ousamos uma experiência jornalística. Publicamos nove entrevistas a pessoas do quotidiano que partilham connosco ideias importantes da sua vida. Lourdes, a jornalista de televisão alemã de nacionalidade portuguesa que vive há 42 anos na Alemanha; Marcelino, o eremita, camponês no Barbelote; Vânia, a bloguista de sucesso com mais de 100.000 seguidores veganos; Vedanta, a professora de yoga, que vive na sua ilha; Madan, o emigrante nepalês (ainda) ilegal em Lisboa; Zé Pedro,o aprendiz de sapateiro português na Áustria; Käthe,a alemã reformada a aprender Português no Alentejo; Carlos, o Presidente de Câmara ecologista de Torres Vedras e Leo Lobo,o palhaço, filho de emigrantes portugueses.

Desejo-vos boas leituras.

Antes era tudo pior?

Editorial Nr. 14

Na maioria dos media, procuro em vão o jornalismo bem fundamentado. Há jornalistas que relatam, por exemplo, o desmoronar de uma ponte, descrevem as pessoas, e o autocarro que caiu na corrente e desapareceu. Porém, são raros os casos em que um jornalista se dá ao trabalho de investigar a história ao ponto de analisar todos os aspetos relacionados com o acontecimento. O que levou a ponte a ruir? Se, e como, teria sido possível evitar um tal acidente? São apresentados números fora de contexto e a notícia é distorcida. Mas, em relação à ponte que está a ser restaurada, para justamente evitar catástrofes dessa natureza, os jornalistas não perdem uma só palavra. Com a ECO123 poderá viver a experiência de absorver também, e regularmente durante anos, boas notícias. O que nos move são as histórias de sucesso.
Pois quem está continuamente exposto à leitura de algo negativo fica verdadeiramente com a convicção de que tudo é mau. O jornalismo sensacionalista origina uma espiral de paralisia espiritual, passividade e depressão. A ciência comprova-o. As iniciativas boas, presentes em qualquer parte, já não são percetíveis. Vários estudos chegaram à conclusão que histórias negativas tornam o publico mais ansioso, passivo e de mau humor. É isto que demonstram dois textos sobre problemas ambientais. Um deles aborda a destruição após catástrofes e incêndios, o outro estabelece a ponte entre as alterações climáticas originadas pelo homem e descreve as possibilidades para a redução das emissões de CO2, ou seja, aponta caminhos para evitar incêndios. Depois da leitura do texto, orientado para as soluções do problema, os leitores afirmaram ter ficado eles próprios mais motivados para assumirem atitudes amigas do ambiente. Nesta edição, a ECO123 apresenta exemplos para soluções na produção agrícola e alimentar.
O jornalismo de atitude construtiva muda a forma de vida, fortalecendo e motivando. E não estamos sós neste planeta com esta convicção: tanto o www.positive.news no Reino Unido, como o Tages Anzeiger na Suíça e a Washington Post, com a sua rúbrica “The Optimist”, praticam um jornalismo construtivo. Até existe um magazine televisivo alemão que, desde o início do ano, apresenta casos em que os assuntos são a redução do número de refugiados ou a melhoria do sistema de saúde. E o nome desse programa é “Antigamente era tudo pior”…

Positive News \ www.positive.news

Tages Anzeiger \ www.tagesanzeiger.ch

Washington Post \ www.washingtonpost.com

Paraíso perdido?

Editorial Nr. 13

Não. Quem pensa que tudo corria tranquilamente como dantes, está redondamente enganado. Muitos nem sabem ainda até onde vai rumar a viagem. Se a transformação estrutural da economia baseada na sobreexploração, se poderá transformar em amiga do ambiente, com zero emissões de CO2 até ao ano 2050, isso depende, principalmente, de se as virtudes positivas das nossas democracias da Europa prevalecerão no longo prazo.

Terão os governos atuais e futuros auto-confiança, vigor e capacidade de negociação para tomar e adotar decisões claras e impopulares? Impor-se-ão no povo os valores como o amor fraterno, a paciência e a tolerância?  Cada caminho orientado para o futuro rumo à sustentabilidade, estará para muitos longe de ser simples, porque  a nossa civilização orientada principalmente para o consumo ilimitado não aprendeu (ainda) e não compreendeu (ainda) o quanto tudo seria bem melhor sustentável. Do que o homem precisa para ser feliz? A ECO123 coloca esta questão nesta edição.

A guerra por matérias-primas como a água, ou por valores como a liberdade espiritual, a fome e o êxodo rural trarão centenas de milhões de refugiados dos países em crise ameaçados pelas alterações climáticas. E como vamos lidar de forma responsável com estes movimentos migratórios?

Só quando descobrirmos o cenário maior por detrás do ainda desconhecido, e desenvolvermos o plano que se orienta pela humanidade e numa economia sustentável, é que vamos preservar o nosso paraíso da terra. Tudo começa sempre com alguma dose de autoconfiança e com uma vida sem medo. Vamos viver mais lentamente e orientar-nos nesta escala. Um rendimento básico incondicional virá também como uma forma sustentável e socialmente justa da economia.

Se hoje um investidor tem a opção de escolher entre investir numa nova central de carvão, ou num parque fotovoltaíco da energia renovável, então é bem claro o que ele irá fazer. A proteção do clima tem que ocorrer a todos os níveis.

Procura-se o porco ambiental de 2016

Editorial Nr. 12

É bom a matemática? Então faça as contas: em 2014, 457 autocarros urbanos percorreram no total 43.000.000 km, emitindo assim 87.000.000 kg de CO2 para a atmosfera. Quanto CO2 emite um autocarro por quilómetro e ano? Bem mais complicado agora, não? Para estes 457 autocarros foram vendidos 27.000.000 de bilhetes. Questão: quantos gramas de CO2 por passageiro e por quilómetro de viagem foram emitidos para a atmosfera do nosso planeta?

Esta foi uma das típicas questões, que nos ocupou durante os últimos dois anos. Nesse espaço de tempo, estivemos a preparar para si uma experiência. Chama-se Quioto, uma cidade do Japão. Em 1997, realizou-se aí a mais importante cimeira do clima, similar à que acontece agora, outra vez. Nesta conferência internacional da ONU ficou estabelecido que, de 1997 em diante, nós – europeus -, podíamos apenas emitir 3.000 kg de CO2 por ano: no consumo de eletricidade, no aquecimento da casa, com o ar condicionado, no lazer, compras, férias, deslocações de automóvel, viagens de avião e autocarro, etc. O objetivo era manter o aquecimento da atmosfera do nosso planeta abaixo dos 2 graus Celsius. Isto dito de outra forma: o nosso roteiro para a sobrevivência.

Vinte anos depois, em 2016, nós preparámos para si uma experiência, à qual os nossos assinantes têm acesso exclusivo em www.eco123.info/kyoto. É o reflexo do quotidiano num jogo. Estamos à procura do porco ambiental do ano 2016. Abro a minha ECO-conta bancária online pessoal e recebo um crédito de mais de 3.000 pontos. Posso, assim, jogar ao Quioto o ano inteiro. Quer participar? Quem gastar primeiro os seus 3.000 pontos, é o PORCO AMBIENTAL de 2016.

Aquele que for bom a matemática, souber fazer contas, e, no final do ano ainda tiver saldo na conta, será um dos reais vencedores do jogo. Estão em vista belos prémios: kits solares, bilhetes gratuitos de autocarro e comboio, férias ECO e muito mais. Todos podem ganhar, mesmo aqueles que já tenham esgotado os seus 3.000 pontos ao fim de três meses, pois dar-lhes-emos dicas e assistência sobre como poderão voltar a encher a sua conta. Curiosos?

Agradeço a todos vós, e, em particular, aos nossos colegas da redação, produção, publicidade e distribuição. Continuem a acompanhar a ECO123 também em 2016.

A vida é curta

Editorial Nr. 11

Quando iniciei uma acção de reflorestação, após os grandes incêndios de Monchique em 2003, plantando, com amigos e colegas, muitas árvores durante vários anos, perguntaram-me por que fazia esse disparate – isso não evitaria o próximo incêndio, e as árvores recentemente plantadas iriam queimar-se. Então, eu tinha que explicar a um agricultor porque plantava uma árvore. Respondi que, para mim, isso era um prazer, e muito maior do que participar num rali ou beber uns copos. Porque isso dava mais sentido à minha vida. Era algo que então sentia com uma grande convicção.

As pessoas não necessitam de ser egoístas, podem ter um comportamento altruísta. Sermos altruístas na forma de viver, torna-nos simplesmente mais felizes. Com o egoísmo há sempre um que fica pelo caminho. Todos podemos cooperar em vez de competirmos. Apercebo-me, cada vez mais, que os conceitos de ontem já não nos ajudam para o futuro. As alterações climáticas, por exemplo, são algo que só se resolve globalmente. Espero fervorosamente que a próxima cimeira do clima em Paris traga finalmente resultados concretos, e que NÓS os possamos colocar rapidamente em prática. Emitir menos CO2 significa extrair menos combustíveis fósseis da terra, queimar menos gasolina e petróleo, menos carvão e gás. Ao invés, vamos usar mais energias renováveis, gerando menor quantidade de resíduos. Produzir energia elétrica a partir do sol, do vento e da água; incentivar a mobilidade por comboio e autocarros. Menos é mais.

Mas para isso devemos, nas próximas eleições legislativas de 4 de Outubro, escolher novos deputados e um novo governo que encare a sustentabilidade futura do país com seriedade. Os políticos necessitam ter o dom do pensamento a longo prazo e holístico. Todos precisamos de estados de espírito positivos, que nos permitam viver com atenção plena, em não-violência, com serenidade, tolerância, cuidado e compaixão – para com humanos, animais e plantas. Assim, vamos escrever mas também regressar à floresta e plantar árvores após as primeiras chuvas de Outono. Junta-se a nós?

Colhemos o que semeamos

Editorial Nr. 10

As nossas atitudes básicas são as principais condições da nossa vida. Se queremos possuir sempre mais do que o outro, se em qualquer negócio apenas pensamos em nós e se consideramos o lucro como o factor essencial no crescimento, não admira que, hoje, muitos milhões de pessoas se estejam tornar sem abrigo e perdedores globais. E, caso sobrevivam à sua passagem pelos mares deste planeta, virão bater às nossas portas. Quão tristes são estas imagens e histórias que nos perseguem todos os dias?

A procura por mais e mais torna-nos insensíveis, e tudo o que sempre gera é stress, violência e sofrimento. Quem quer continuar simplesmente a olhar para o lado, enquanto uma sociedade do descartável com sete mil milhões de pessoas saqueia e contamina a terra, rios e mares, e torna a Terra inabitável? A solução para todos os problemas está em nós.

A satisfação permanente não vem da acumulação de mais e mais bens materiais e de histórias espectaculares. Um intervalo diário é mais propício a uma nova orientação. Uma reflexão séria poderia mostrar qual o caminho para a acção eticamente motivada: em casa, no trabalho, em cada investimento. Isso necessitaria de coragem, atenção e amor à paz. Não deveria cada um de nós dedicar mais tempo por dia a si próprio? Essa seria uma base para semear algo de bom em nós – e nos outros.

Apenas podemos semear alegria de viver e paz quando em harmonia com a natureza. Quem procura a paz interior e a felicidade genuína para a sua vida, tem sempre a possibilidade de parar para refletir. Porque não colocarmos, em conjunto e desinteressadamente, uma semente na terra e contribuirmos para que desta nasça uma planta, um arbusto ou uma árvore de onde crescerão muitos frutos? Porém, só reduziremos a fome e a miséria se repartirmos irmãmente a colheita por todos. Eu chamo a isso agricultura biológica com sementes tradicionais, comércio justo e economia regional com curtas distâncias de transporte.

A nossa atitude jornalística básica é a de contar as histórias deste mundo de uma outra forma. Muitos pequenos sucessos ganham asas e aprendem a voar. Nós damos-lhe conta agora mesmo de utopias e de projetos sustentáveis, que terão realmente sucesso amanhã.

Estimados leitores

Editorial Nr. 09

A realidade do futuro é a utopia de hoje. Vamos imaginar que, até ao fim da sua vida, teria mensalmente 500 euros a serem transferidos para a sua conta. O que mudaria na sua vida?

Primeiro tema, primeira questão. O DINHEIRO TORNA-NOS INSACIÁVEIS? É correcto dizer que quem tem dinheiro suficiente para viver, deixa de querer trabalhar? Ou, pelo contrário, é despertada a motivação para a realização pessoal? O que deixaria de fazer se não tivesse que trabalhar? E, no lugar disso, o que faria?

Os defensores de um rendimento básico incondicional acreditam que isso libertaria as pessoas do medo de como vão subsistir, e, depois, permitiria uma conduta mais amiga do ambiente. Verdadeiro ou falso? Os defensores acreditam que as pessoas podem e querem trabalhar porque são livres de o fazer e amam o que fazem. Isto partindo da sua experiência pessoal de que não se sentem felizes quando não trabalham (ou não fazem nada). Outros benefícios sociais, como o subsídio de desemprego, o abono das crianças ou a pensão de reforma cairiam por terra. Precisaria o nosso Estado de um outro sistema fiscal para financiar tudo isto?

Não tenho dúvidas de que necessitaríamos de um sistema fiscal inovador e bastante mais justo. Um governo que cobra impostos sobre a gasolina e o gasóleo para os automóveis e não para os aviões (porquê?) está pouco interessado em fazer uma política amiga do ambiente. É por isso que os carros eléctricos (e o comboio) não são prioridades dos nossos governos. Porque precisamos de um governo? Não conseguiríamos trazer o PRIMEIRO CARRO ELÉCTRICO PORTUGUÊS para a estrada com investimento privado? O VEECO, da pequena localidade do Entroncamento, está em linha de partida para o lançamento. 50 condutores têm agora uma oportunidade única de investir no primeiro carro eléctrico do mundo (400 km de alcance) com um preço razoável e ainda obter lucros.

Uma outra forma de investir numa revolução suave bate agora à sua porta. Chama-se AQUAPONIA – um sistema autossuficiente de cultivo de peixes e legumes em pequenos espaços. A ECO123 faz o relato exclusivo do primeiro curso realizado na Universidade de Lisboa.

Mais iniciativa privada, menos envolvimento do Estado: se construíssemos mais centrais eléctricas de BIOMASSA, a nossa electricidade seria muito mais barata, haveria menos incêndios florestais e os custos de aquecimento de muitas piscinas interiores seriam reduzidos em mais de 75%. Entrada livre? A natureza tem muito para nos oferecer. Invista agora.

E mais uma coisa: o que faz para travar o ÊXODO RURAL? Continua a comprar sapatos chineses? Como sobrevivem os últimos SAPATEIROS de Portugal? Apoie os ofícios tradicionais, os agricultores locais e os produtos nacionais. Portugal precisa de si.

Esta edição tem ainda mais conteúdo. E termino agradecendo a todos os crowdfunders e ao PPL pelo apoio dado à nossa bem sucedida campanha.

Envie-me a sua opinião pelo editor@eco123.info.

Medo e Coragem

Editorial Nr. 08

Esta noite sonhei que no começo do dia, o país tinha pago todas as suas dívidas. Inacreditável, disse para mim próprio, impossível. Mas como poderia ser? A pessoa com quem eu me cruzei ao virar da esquina para o meu café favorito, aconselhou-me a prestar atenção ao que o povo diz e a onde os políticos metem as suas mãos. Você é jornalista, disse-me ele, faça gentilmente o seu trabalho. Investigue, raciocine, tenha imaginação e coragem, porque sem ambos estes atributos nada funciona. Fale com todas as pessoas que encontrar e, acima de tudo, pense e aja positivamente. Escreva no seu jornal que o seu país se salvou. Use-o de forma eficiente. As pessoas não querem saber o que está mal, porque elas conhecem melhor do que ninguém bastante bem os seus problemas, e querem soluções. Percebe? Soluções. E ele assim me deixou, com este conselho bem-intencionado e desapareceu.

Lá estava eu. No sonho eu visitava um político e explicava-lhe que a nossa democracia tinha que ser forte e vívida. Eu encorajava-o e explicava-lhe a palavra fantasia. Sonhar? Sonhar! O país precisa de ideias novas. Vamos todos juntos sonhar e encontrar o melhor caminho para sair da crise. Porque aí pelo menos existiria um caminho. Eu dei-lhe a entender que ele podia pedir três desejos. E então ele começou a sentir-se mais à vontade e disse-me que o seu primeiro desejo era que acabassem as inimizades entre as pessoas. A começar pelo parlamento e entre os partidos políticos com assento, porque apenas juntos podemos encontrar soluções para o país. Impossível, eu disse-lhe, como é que isso poderia funcionar? Com cinco partidos políticos e pelo menos dez opiniões diferentes nunca chegaríamos a um consenso. Como faria, então, o nosso país para poder pagar todas as suas dívidas de uma só vez, e para de 2015 em diante, e em cada ano futuro, poder ter sempre dinheiro suficiente nos seus cofres para enfrentar os seus problemas ecológicos e económicos?

Muito simples, disse ele, dizemos adeus aos nossos interesses particulares e de hoje em diante apenas pensamos no nosso bem comum. Para isso precisaríamos de um sistema fiscal completamente novo e revolucionário, como na altura da revolução. E de nos vermos livres do velho sistema, para concretizarmos os nossos sonhos. Imagine o que aconteceria se não tivéssemos que pagar impostos sobre os lucros, receitas e salários – ou seja sobre o dinheiro, mas sim sobre as emissões de CO2! Nós propusemo-nos limitar as nossas emissões de dióxido de carbono em 3.000 kg por ano, e os cidadãos ao limite definido pelo protocolo de Quioto de 1997, e implementamos estes limites sem compromissos. Não haveria excepções, cada cidadão pagava 1 Euro de impostos por cada quilograma por ano de dióxido de carbono que causasse através da combustão de combustíveis fósseis. Quem emitisse mais de 3.000 kg, pagava 5 Euros por cada quilograma adicional, e cada um que emitisse menos que esse valor, recebia um benefício fiscal de 2 Euros por unidade.

Com esta ideia eu acordei e um novo ano começou. Descubra mais sobre este sonho no jogo on-line www.eco123.info/kyoto

A Tentativa e o erro

Editorial Nr. 07

Eu amo os caminhos na sombra da floresta de pinheiros e sobreiros. Também num olival ou num alfarrobal antigos, que dão aquele toque muito especial às caminhadas. Andamos por eles como sob o musgo. Os caminhos são fofos e o caminhante entra num estado de flutuação. Dá a sensação de que a terra perde a sua força de gravidade e que o homem fica mais leve.

Uma vez eu tinha-me perdido numa caminhada. Virei à esquerda num cruzamento e tinha que seguir em frente. A certa altura o caminho acabou. Em vez de voltar para trás, procurei um caminho através do bosque. Eu queria chegar à pousada na antiga rota dos peregrinos ainda antes do cair da noite. Um certo tempo depois – em que eu progredia muito lentamente e muitos espinhos me rasgavam as calças – apercebi-me de que o caminho me levava até uma estrada de alcatrão onde circulavam automóveis para cima e para baixo. Certamente tinha virado no caminho errado.

O que fazer? Voltar para trás e perceber que todo o esforço tinha sido em vão? Entrar na estrada de alcatrão e prosseguir? Eu continuei pela beira da estrada de alcatrão e achei que era perturbante o ruído dos automóveis e o odor dos gases de escape. Cheguei à aldeia e à pousada ao final da tarde.

No ano seguinte percorri o caminho a segunda vez. Fui ter ao mesmo cruzamento e tinha que fazer uma escolha. Desta vez segui em frente. O caminho levou-me até um curso de água, onde as aves faziam o seu ninho nas faias, os rouxinóis cantavam, as raras orquídeas silvestres cresciam e o meu caminho era de sombra. Eu segui pelo curso de água acima, contra a corrente, e encontrei um lugar para descansar. E adormeci.

E aí sonhei com uma vida em que era possível voltar para trás e reparar todos os erros que tinha cometido ao longo de uma vida prolongada. Pelo menos no sonho eu percebi que tinha que voltar atrás, até ao ponto onde me tinha perdido, para daí por diante tomar a direcção certa.

Tenha coragem.

Editorial Nr. 06

No que podemos utilizar as mãos? Com elas podemos fazer muito mais do que enviar um SMS, usar o teclado do computador ou encher o depósito do automóvel na estação de serviço mais próxima. Poderíamos, com as nossas mãos, fazer jardinagem, construir, semear e colher. E, pelo caminho, ficar um pouco mais habilidosos.
Até aprender a pensar por nós próprios, e treinar o nosso conhecimento e acção prática, começa sempre no âmbito local, muitas vezes em casa, com a família ou os amigos. Pessoas com as quais temos uma relação, e coisas que começamos a fazer por prazer e que tomamos em mãos, muitas vezes são as que levamos a bom termo. Agir com a seriedade adequada, criar uma horta, ou plantar uma árvore – e levar isso tudo a sério.
Quem define valores e objectivos positivos para as suas acções diárias, esclarece o que faz e o que não faz por dinheiro. Regras que nos ajudarão a viver e a trabalhar com significado. Se aprendêssemos a agir com autenticidade nas escolas, universidades e no local de trabalho, e integrássemos a natureza nesse processo, poderíamos mudar o nosso mundo para melhor, estando preparados para defender as nossas convicções.
Nada pode funcionar se sete biliões de pessoas apenas quiserem ter sempre mais, e cada um apenas se esforce para enriquecer o mais depressa possível à custa dos outros. Quem se preocupa com o planeta Terra e com os seus concidadãos, e partilha com justiça os frutos do trabalho, vive uma vida muito mais feliz.
Desta vez, os redactores da ECO123 contam histórias sobre alimentação saudável e sobre a transição de uma sociedade dependente do petróleo para um Portugal regenerativo de âmbito local. Isto inclui uma entrevista com Rob Hopkins, fundador do ‘Movimento de Transição’, e um encontro peculiar em Lisboa com o Ministro da Economia, Dr. António Pires de Lima.

A terra é bela

Editorial Nr. 05

Todos nós encontramo-nos numa longa viagem na infinidade do espaço e do tempo: sete mil milhões de passageiros do planeta azul. A nossa nave espacial é, sem qualquer questão, a mais bela estrela no universo. Ela recebe a sua energia da radiação solar e dos ventos da atmosfera. Este azul surge quando a luz solar atinge a atmosfera do nosso planeta, quando o céu e a terra se unem. O planeta azul é cercado por véus que turbilhonam lentamente. Com o pano de fundo do universo, a nossa pátria redonda orbita o sol com 29,78 km por segundo, enquanto gira lentamente em torno do seu próprio eixo. O contraste entre o azul da terra e o vazio negro do espaço com a sua profundidade infinita é perfeito. De forma única, o nosso planeta azul flutua no espaço com todo o seu frio esplendor de estrelas. Frágil, delicada e vulnerável é a nossa vida aqui na terra com as suas montanhas, vales e florestas, as aldeias e cidades, os mares e rios, a atmosfera, as nuvens e a luz. Só quando nos dermos tempo para analisar melhor o nosso biótopo, iremos perceber a bonita casa que o nosso planeta nos oferece. Olhando profundamente para esta casa percebo que a atmosfera, as massas de terra e oceanos formam um habitat maravilhoso e único, uma biosfera que me permite respirar e viver. Eu reconheço que todos os sistemas estão interligados. Só uma vida sustentável em harmonia com o nosso planeta terra garante uma vida futura em paz. Com admiração, humildade e reverência, contemplo a beleza da nossa nave espacial, antes de começar o meu dia de trabalho. Vejo-me confrontado com uma decisão fundamental. Quero continuar a ser parte do problema ou tornar-me-ei parte da solução?

Por detrás de cada problema há uma oportunidade*

Editorial Nr. 04

O negócio de explorar a natureza cresce vertiginosamente. Seja carvão, petróleo, ouro, prata ou outros metais preciosos, tudo é retirado da terra, inclusive florestas, árvores e madeira. Em Portugal são plantadas florestas inteiras, mas apenas para voltarem a ser cortadas e convertidas em dinheiro. Quanto custa uma árvore? Actualmente, um tronco de eucalipto com dez anos é comercializado a 5€. É o que um proprietário florestal recebe da fábrica de papel quando o camião descarrega em Setúbal ou Aveiro: 40€ a tonelada de peso, cerca de 1.000€ por carregamento – mais ou menos. No ano passado, a Portucel/Soporcel produziu cerca de 1,6 milhões de toneladas de papel e 1,4 milhões de toneladas de celulose, e com isso arrecadou pouco menos de dois mil milhões de euros.

E o que nos dizem exactamente estes números? Nos balanços das empresas não estão (ainda) incluídos os custos da poluição do ambiente e da água, as alterações climáticas e os danos causados pelos incêndios florestais, etc. Este bumerangue vai regressar contra nós.

É indiscutível que o eucalipto é co-(ir)responsável por uma grande parte dos incêndios florestais. Nesta edição, a ECO123 foca-se em como poderiam ser evitados os incêndios florestais. Inquirimos mais de uma dúzia de pessoas afectadas. Porque quem procura soluções, também encontra algumas.

Torne-se ECO. O que retiramos da terra e o que lhe devolvemos – e não estou a falar do lixo nos aterros – vai manter-nos cada vez mais ocupados no futuro. Mas o foco das nossas preocupações serão as emissões de CO2. O website www.eco123.info oferece-lhe agora, com o início do novo ano, uma oportunidade única e exclusiva de fazer uma auto-análise. Jogue CiO2 (Quioto) e abra a sua conta bancária na ECO123. Curioso? Então, boa leitura…

* Galileo Galilei

Ficar no prumo

Editorial 03

Cada um de nós pode dar o seu contributo, para proteger o ecossistema no qual vivemos. Por isso entendo que conservar o fundamento da existência deve ser uma prioridade. O quão urgente a situação é, revelam os períodos de seca e as inundações desastrosas dos últimos dois anos, assim como as ondas de calor, os incêndios florestais e os danos económicos e ecológicos daí resultantes. Mas apesar das esmagadoras provas, actualmente a maioria dos humanos não parece estar preparada para reduzir o seu impacto negativo no ecossistema, procurando caminhos aceitáveis de lidar com os recursos do nosso planeta. Quase todos nós moldamos a nossa vida como se os recursos do nosso planeta fossem inesgotáveis. Por isso a mobilidade é um tema desta edição.

Precisamos mudar os nossos hábitos e a ECO123 apresenta soluções. Para além disso, gostaria de introduzir daqui em diante uma viragem para a nossa revista e para todos os envolvidos. Em qualquer trabalho jornalístico (notícias, entrevistas, reportagens, etc) sobre o qual investigamos, deve ser visível o impacto positivo no ecossistema. Concretamente isso significa que uma das prioridades no nosso trabalho é evitar emissões nocivas. Por isso, e por exemplo, evitamos andar de avião ou a mobilidade individual, que estão associadas à queima de combustíveis fósseis. Gostaria de lhe pedir que, se tiver mais sugestões para partilhar, que as colocasse no centro da nossa discussão.

Não basta escrever e despertar a consciência sensível dos leitores, se nós enquanto jornalistas fazemos exactamente o contrário. Todos devemos estar conscientes de que cada um de nós pode e deve fazer algo de concreto. Eu estou perfeitamente consciente de que o futuro exige que dispensemos o consumismo e o desperdício. Por isso, a partir de hoje, no final de cada trabalho jornalístico, publicamos uma infobox que fornece informações sobre a quantidade de emissões de CO2 geradas durante a investigação e produção de um trabalho jornalístico. Para além disso, gostaria de dar o exemplo de um perfil transparente, em que cada um de nós torna público o seu próprio balanço energético a partir de 2014. O objectivo é implementar o Protocolo de Quioto na redacção: reduzir as emissões anuais de dióxido de carbono para um máximo de 3.000 kg por pessoa.

Aspirações e realidade devem estar em sintonia. Se você, caro leitor, quiser ir por esse caminho connosco, poderá registar-se online em www.eco123.info

A força das palavras

Editorial 02

Muito obrigado por ler a ECO123. Sabemos que escrever bem ou criticar já não chegam por si só. Quem tem algo a dizer hoje para o dia de amanhã, tem que oferecer mais. Precisamos de melhorias, alternativas e soluções que, especialmente nos períodos mais difíceis, no mau tempo, resistam a uma tempestade e simplesmente não sejam levadas. Constatar isso diz-nos particular respeito a nós, jornalistas. Precisamos estar cientes do efeito de cada palavra que colocamos no papel.

Portugal não é o único país em crise profunda. Vezes sem conta, esta é associada a dívidas, aumento dos impostos e cortes nos apoios sociais. Mas essa é apenas uma metade da verdade. Porque na realidade, não temos apenas falta de dinheiro. O que falta é um conceito de futuro ecologicamente sustentável para um sistema decadente, na bancarrota. Um sector bancário que só conhece a ganância e o lucro, vai acabar por deteriorar-se. Burocracia inútil, que não produz mais nada senão leis e regras sem sentido, bloqueia toda a eficiência de uma economia. Uma agricultura que opera de modo industrial não pode ter como finalidade a saúde das pessoas…

Como em Portugal o tema central é sempre mais dinheiro, e a maioria dos jornalistas limita-se a produzir notícias sem utilidade, a maior parte das discussões termina num beco sem saída. Todos nós precisamos falar sobre ética, sobre transparência, sobre o sentido mais profundo das transacções financeiras. Precisamos também pensar juntos sobre como é importante reduzir e reformar a burocracia para benefício da sociedade. Além disso, Portugal precisa de uma agricultura onde a criação massiva de animais e as monoculturas sejam proibidas, assim como garantidos o respeito e a dignidade dos animais e da natureza.

A ECO123 abre espaço para o jornalismo sustentável. Falamos de pessoas, analisamos factos e pensamos nas coisas até ao fim. Nas próximas páginas poderá ler quais os caminhos para sair da crise que nos trazem confiança, prosperidade e valores sustentáveis.

Vencer. Vencer.

Editorial 01

Quando os tempos são difíceis, a palavra “confiança” assume um significado muito especial. A pessoas unem esforços e reflectem nas suas próprias virtudes humanas.
Quando os tempos são difíceis, contar histórias é uma arte. Se os políticos confiassem em nós e nós neles, não lhes seria difícil dizerem-nos o que obtemos com os muitos impostos e deduções que pagamos, não é? A criação de um emprego com significado, que preserva o mundo natural e os seus recursos, que tenha em conta as capacidades de cada indivíduo… isto seria uma boa história. Não seria possível todos criarmos um emprego significativo mas trabalhando menos? Fará sentido em termos económicos e ecológicos, e será socialmente justo, pagar subsídios a milhões de desempregados todos os meses, enquanto outros têm de trabalhar arduamente por recompensas irrisórias? Imagine que acorda de manhã com uma ideia brilhante e quer colocá-la na prática. Não pense logo no dinheiro que necessita… reflita bem nela e transforme-a em algo realmente bom. Nas páginas seguintes, a ECO123 vai contar-lhe uma história sobre como os seus sonhos, mesmo quando os tempos são difíceis, se podem afinal concretizar.
Comecemos por tomar controlo das nossas vidas. Vamos redefinir conceitos como “prosperidade” e “crescimento”. Queremos um local agradável para viver, nutrição saudável, menos trabalho para todos, negócios e comércio justos, moda ecológica, energia e mobilidade limpas, agricultura sustentável e muito, muito mais. A ECO123 conta histórias de sucesso e está interessada apenas em soluções. Pode adquirir a ECO123 a 21 de Março, Junho, Setembro e Dezembro no seu quiosque – ou ONLINE em www.eco123.info e como ECO-TV.
Embarque connosco na busca de um novo modo de vida.