Terça-feira, Dezembro 12, 2017
pt-ptende
Inicio | Portugal | Entrevistas

Entrevistas

Peregrino Algarvio

Cada quilómetro tem uma história

A história de José Júlio Brito começou em 2010 no dia em que saiu de sua casa, em Vila Real de Santo António, colocou a mochila às costas e partiu à procura de respostas numa busca interior. A intenção inicial era a de caminhar sem rumo, para enfrentar as autolimitações impostas a si próprio e fugir ao corrupio do dia a dia, mas depois de dez dias a caminhar o seu percurso viria a terminar em Fátima. Pelo caminho apelidaram-no de ‘Peregrino Algarvio’ e cada quilómetro trouxe uma história para contar. Nos últimos sete anos caminhou no total mais de …

Leia mais »
Percorrer Europa Ocidental

Oh Europa

E certa manhã tinha chegado o momento da partida, conta-nos Jürgen Kahlisch. Numa manhã fresca de abril deixa o apartamento dos seus amigos em Berlim fechando a porta atrás de si. O caminhante respira fundo e tenta afastar do corpo a geada que caiu durante a noite. Tem pela frente seis meses e 4000 km para fazer o trajeto de Noroeste a Sudoeste. Percorrer a Europa Ocidental é um sonho antigo de Jürgen Kahlisch, e é esse plano que se concretiza agora, com cada um dos seus passos. Estamos em abril de 2007. Atravessar o Rio Harz, o Rio Rhön, …

Leia mais »
Quebrar tabus e barreiras

Quebrar tabus e barreiras

Percorreram 3.500 km entre Lisboa e Atenas. De que forma? Saímos da cidade de Lisboa com a mochila às costas. Deslocamo-nos a pé e através de boleias. Qual foi a rota que traçaram? Apanhámos um ferry de Lisboa para Almada. A partir daí começámos a caminhar rumo a Évora e também a apanhar boleias. Seguiu-se Madrid e depois alterámos a nossa rota e rumamos a San Sebastian. Quantos dias precisaram no total para chegar à Grécia? Partimos no dia 9 de julho e tínhamos como meta estar em Atenas a 15 de agosto, data combinada com o campo de voluntariado …

Leia mais »
Encontrar-se a si próprio

Encontrar-se a si próprio

ECO123: Apresente-se aos nossos leitores em breves palavras. Trabalho como educador na psiquiatria infantojuvenil de Lübeck. Aprendi duas profissões, primeiro marceneiro e depois educador infantil. Enquanto estava a fazer a minha segunda formação, já sabia que teria que começar a caminhar. No dia 2 de janeiro de 2006 iniciei a minha caminhada. Qual é a sua especialidade? A construção de móveis de madeira recorrendo a juntas tradicionais. Onde começou a sua caminhada e como é que esta correu? Iniciou-se em Bad Oldesloe, no norte da Alemanha. Era esse também o local de que deveria manter-me afastado 50 km. Como sabia …

Leia mais »
Estamos sobre um barril de pólvora

Estamos sobre um barril de pólvora

Cada vez existem mais movimentos ligados a uma mobilidade sustentável e ao prazer de estar na Natureza. Um político também faz caminhadas na floresta? Gosto de caminhar, sim, e faço-o sobretudo na Serra do Caldeirão, desde a zona de Alcoutim, passando pela Corte Velha, na Via Algarviana… Quantos quilómetros diria que anda a pé por ano? Muitos. Eu sou um caminhante diário. Todos os dias faço 10 quilómetros, a caminhar ou a correr, como parte do meu treino pessoal. Na floresta, especificamente, não faço muitos… Diria 100 quilómetros/ano. Gostava de andar mais, é certo, mas não tenho tempo. O seu …

Leia mais »
Os caminhantes também são turistas

Os caminhantes também são turistas?

Penso que um caminhante também é um turista. Noto isso especialmente agora que estou a atravessar a Roménia. Desconheço tanto deste país e da sua cultura que conhecê-lo acaba por ser tão importante como o caminhar pela Natureza. E esta forma lenta de deslocação facilita a exploração. No meu próprio país os aspetos turísticos interessam-me menos – esse já o conheço, sublinha Christine Thürmer ao falar com a ECO123. Christine já deixou a Hungria atrás de si e está a caminho da Bulgária. Ver o mundo com outros olhos. Há dez anos que Christine Thürmer viaja a pé, de bicicleta …

Leia mais »
Vivemos o sonho americano atrasado

Vivemos o sonho americano atrasado

Numa altura em que as diretivas caminham cada vez mais para as energias amigas do ambiente, de quantas viaturas elétricas dispõe a Eva? Apenas de uma. Os investimentos na frota não têm sido feitos – ainda – em veículos elétricos ou movidos a gás natural, por duas razões: a possibilidade de investimento em medidas ambientais anunciada pela entidade governamental cingiu-se a empresas públicas ou semipúblicas de transporte: Carris, STCP, Transportes Coletivos do Barreiro… e a Associação Nacional de Transportadores Rodoviários de Pesados de Passageiros (ANTROP), que nos representa, fez chegar uma carta em tempo útil expondo a nossa posição… E, …

Leia mais »
Cómico de corpo e alma

Cómico de corpo e alma

O que motiva alguém que é palhaço, de onde vem essa energia? A força de se distanciar de tudo e de reconhecer que já não se quer trabalhar na sua profissão, gera muita energia. É a oportunidade de ir ao encontro da experiência de uma felicidade absoluta e de a viver em pleno. O caminho que escolhi leva-me agora a um lugar onde 20 pessoas se juntam, para escrever música, fazer coreografia de danças, pessoas que escolhem lugares abstratos, que usam uma floresta de eucaliptos como mensagem e como palco. Esta é uma motivação diferente da de há 20 anos …

Leia mais »
comunicação não violenta

Há um lugar para lá do certo e do errado
É aí que te vou encontrar
Rumi

Será a paz uma forma de ultrapassar os conflitos? Sim, tive que refletir sobre isso durante algum tempo. Talvez, poderá dizer-se. Mas talvez também poderá significar suportar os conflitos, saber viver com os mesmos. É importante não estagnar num pensamento certo e errado, ou no “só um de nós é que pode ter razão”, mas sim conseguir o encontro de interesses comuns. A comunicação não violenta é uma ferramenta para a paz? Eu não lhe chamaria ferramenta. Ela usa ferramentas mas, no fundo, é muito mais uma postura e uma forma de vida. Poderá a comunicação não violenta – se …

Leia mais »
Ambientes de Mudança. Erros Mentiras e Conquistas

Não há planeta B

Como é que se começou a interessar pelo ambiente? Comecei por me interessar sobre a sociedade de consumo que estava a despontar em Portugal em meados dos anos 80. Comecei a trabalhar no Expresso e tinha uma secção que se chamava Bolsa do Consumidor. Estávamos numa sociedade fechada, um mercado muito restrito, e com a pré-adesão à União Europeia entrámos no comboio da economia de mercado e foi um boom de consumismo absolutamente inédito e brutal sem termos na altura legislação ambiental. Acabámos por criar imensas externalidades e muito impactos negativos do ponto de vista ambiental. Um indicador muito interessante …

Leia mais »