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Qual é o valor da Natureza?

A natureza fornece, desde que há memória, bens essenciais à vida, como fruta, cereais, peixe, carne e madeira. Também oferece gratuitamente ar e água limpos. Os economistas resumem todos estes aspetos sob o termo capital natural. O capital natural é definido, de forma simplista, como o stock de bens naturais, como o solo, a floresta ou o mar, que fornecem produtos e serviços naturais como o ar puro ou a água potável. No entanto, é bastante problemático atribuir um valor aos bens e serviços da natureza. Se o ser humano quer utilizar os recursos naturais com parcimónia e de forma …

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Pare de falar. Comece a plantar.

A plantação de árvores é a medida mais eficaz contra o sobreaquecimento da Terra. Talvez dentro de alguns anos a humanidade chegue à conclusão de que a sua salvação reside na reflorestação, ou seja: plantar árvores pelas suas vidas e ressuscitar paisagens sempre que possível… Isto é o que Jochen Schilk, de 48 anos, escreve no seu livro Die Wiederbegrünung der Welt “50 ansteckende Geschichten vom Bäume pflanzen” (O Reverdecimento do Mundo – 50 histórias contagiosas de plantação de árvores). Raramente me foi entregue um livro de uma forma tão pouco convencional. Uma sexta-feira de manhã, abri a minha caixa …

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Educação no espírito do exército prussiano
O modo como a pessoa aprende é o modo como a pessoa ensina.

O modo como a pessoa aprende é o modo como a pessoa ensina.

José Francisco de Almeida Pacheco nasceu no Porto, a 10 de maio de 1951. É educador, antropólogo e pedagogo. A ECO123 esteve à conversa com este grande dinamizador da gestão democrática na educação e indagou-o acerca do valor que a Natureza tem na educação em Portugal.   Considera que, hoje em dia, quando Jane Goodall (a embaixadora da ONU) refere que o Homem, ou seja, a criatura mais inteligente do mundo, está a destruir o seu planeta, ainda faz sentido educar crianças? Essa era uma pergunta que eu fazia há cinquenta e cinco anos, em 1968. Vivia num país que …

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Entendeu? A nossa nave espacial está a arder!

“Este é um livro sobre o nosso futuro.” São estas as primeiras palavras em “Earth for All”, lançado pelo Club of Rome. No subtítulo também afirma ser um guia de sobrevivência para o nosso planeta. Citação: “Todos nós sabemos que é necessário por um fim à pobreza extrema de bilhões de pessoas. Sabemos que temos de encontrar uma solução para a crescente desigualdade. Sabemos que precisamos de uma revolução energética. Sabemos que a alimentação industrial é nociva e que a forma como produzimos os nossos alimentos destrói a natureza e provoca a sexta extinção em massa de espécies de animais …

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Sem a Natureza, a Earth4All não tem valor

Per Espen Stoknes nasceu em Alesund, na Noruega, em 1967. É psicólogo, com um doutoramento em Economia, e preside ao Centre for Green Growth (Centro de Crescimento Verde) da Norwegian Business School (Escola de Negócios Norueguesa). Também lidera o programa de Mestrado em Gestão “Crescimento Verde” da Escola de Negócios e realiza amplas consultas. Empresário em série e cofundador da empresa de tecnologia limpa GasPlas, escreveu também vários livros e foi convidado para conferências da TED. Em Earth for All, o livro da Club of Rome, pertenceu à equipa de modelização e à equipa coordenadora que escreveu o livro. Podemos …

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A floresta em Monchique é uma fábrica de chouriço?

Paulo Alves tem 52 anos e foi eleito novo presidente da Câmara Municipal de Monchique no dia 26 de setembro do ano passado. Anteriormente, foi gerente bancário na Caixa Agrícola, no Banco Espírito Santo e, desde 2014, no Novo Banco. A ECO123 entrevistou o novo presidente socialista e o seu vice-presidente, Humberto Sério, durante um almoço-convite. Nota de transparência: O almoço foi pago pela Câmara Municipal.   Recorda-se do incêndio de agosto de 2018 em Monchique? Paulo Alves: Sim, perfeitamente.   Passaram mais de quatro anos. O julgamento no Tribunal de Portimão foi cancelado antes mesmo de ter começado. O …

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Que floresta é esta?

Como seiva, ascendemos através dos quatro extratos de uma floresta. Vamos dos burocratas das instituições do Estado aos peritos apaixonados pela floresta. Vamos da visão dantesca do ‘eucaliptugal’ atual à paisagem da floresta frondosa que está para vir.   Solo Chama-se Quinta da Fonteireira, fica em Belas, e é um raro pulmão verde nos subúrbios da Linha de Sintra. Entre os oito e os dezoito anos, dormi ali, no Vale Escuro, mais de uma centena de noites. Nesse tempo dos escuteiros, usávamos a madeira abundante do eucalipto para construir mesas de jantar, abrigos para o material, armas para jogos. As …

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Faça você mesmo e evite o lixo

Champô feito em casa Hoje vamos falar de champôs para o cabelo. Uma alternativa vegana, sem químicos ou plásticos. Não consigo imaginar quantas garrafas de plástico de champô já gastei na minha vida. Quer a garrafa tenha 250 ml ou 1000 ml, a maré do plástico parece não ter fim. Também há sabonete especial para o cabelo, mas nem sempre é fácil de encontrar, e sabe-se lá de que distância teve de ser importado, ou seja, quanto CO2 provocou, sem contar com o meu trajeto para o ir comprar à loja… e a lista interminável dos ingredientes faz-me questionar se …

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DIA 6
Salir – Cortelha – Barranco do Velho

DIA 6
Salir – Cortelha – Barranco do Velho

Concluí os primeiros cem quilómetros. Estou a aguentar melhor do que pensava, apesar de ter partido sem qualquer treino para a caminhada. Conhecer bem o caminho e o meu passo lento são vantagens que compensam a falta de treino e, assim, vou ficando cada vez mais em forma. O percurso completo da Via Algarviana tem cerca de 300 quilómetros. O primeiro troço, do lado Este, vai de Alcoutim até Barranco do Velho; o do meio, de Barranco do Velho até Monchique; e o troço do lado Oeste, liga Monchique ao Cabo de São Vicente. Arrumo a minha mochila, pego no …

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DIA 5
De Alte a Salir. Poços antigos com nora

DIA 5
De Alte a Salir. Poços antigos com nora

19 km. Cheguei ao centro do Algarve. Caminhar também significa entrar em contacto direto com as pessoas e com o seu meio. É isso que um jornalista pretende. Conhecer as pessoas de um país. O que pensam e como se sentem. Logo ao início do quinto dia, ainda em Alte, chego à Ribeira de Alte, que está completamente seca. Antigamente, havia peixes e muitos outros seres vivos nesta ribeira. Era um biótopo cheio de vida onde agora só vejo uma senhora idosa, de 72 anos, a juntar um pouco de mato. Às sextas-feiras vem o vendedor de peixe da costa …

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