Segunda-feira, Abril 22, 2019
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Reportagem

jardim botânico da ECO123

Está a nascer um oásis nas terras queimadas de Monchique

O projeto paisagístico prevê a plantação de 1.000 espécies diferentes de árvores e arbustos autóctones no Barranco do Esgravatadouro. Entre o dia 30 de dezembro e hoje foram plantadas as primeiras 50 jovens árvores: várias espécies de carvalhos (quercus canariensis, quercus ilex, entre outras), sobreiros, freixos (fraxinus excelsior), castanheiros, nogueiras, faias, salgueiros, tílias, bordos, bétulas, ulmeiros, magnólias, camélias e também alfarrobeiras, loureiros e pimenteiras. O terreno está rigorosamente cartografado e as temáticas bem definidas: várias ilhas com árvores em diversos níveis vão estar interligadas por caminhos. As primeiras plantações foram feitas ao longo do ribeiro, que nasce no terreno da …

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O que é uma cidade inteligente?

O que é uma cidade inteligente?

Estamos em Évora, no centro histórico da cidade, e no ano de 2013. Mais de 90% dos edifícios têm uma idade superior a 40 anos. Dos alojamentos, 2.424 correspondem a residência habitual (56%) 739 a residência segundária (17%) e 1.163 casas estão vagas (26,8%). Existe uma evolução negativa. Desde 1930, na altura do pico, quando residiam 22.446 cidadãos no centro histórico, e até 2011 (último Censo, com apenas 4.719 cidadãos), o núcleo histórico perdeu 80% dos seus habitantes. O processo de redução populacional começou em 1940 e com um grande declínio. O índice de envelhecimento, o peso da população com …

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monchique 2018

Monchique 2018

O que perdeu – ganhou – com o fogo? O Centro de Retiros Karuna foi totalmente devastado. Basicamente, todas as estruturas que lá existiam desapareceram. A floresta desapareceu. Eu sinto que um fogo, quando vem de uma forma natural, não pode devastar tanto. Se olharmos a 360 graus, Karuna está rodeada de eucaliptos por todo o lado. Nós temos mais ou menos três hectares. Tínhamos limpo tudo, não havia eucaliptos. E todos os medronheiros tinham sido podados, tinha-se limpo o mato à volta dos medronheiros. Então não havia motivo para o fogo devastar quatro casas bastante grandes, que constituíam o …

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eucalyptus-trees

Onde está enterrado o tesouro?

Vamos caçar um tesouro.O tesouro está na floresta. Sabemos que, enquanto o sol nasce, as árvores começam a trabalhar. Transformam o dióxido de carbono (CO²) em oxigénio, o elixir da vida. Primeira pergunta Onde está enterrado o tesouro? Tenha em mente que na Península Ibérica 1.5 milhões de hectares são floresta de eucalipto, principalmente para serem transformados em papel de escritório. Em Portugal (92.000 km2) temos eucalipto plantado sobre um milhão de hectares. Isso são 10.000 km2, ou seja, 12% do território nacional. Para vizualizar o que isso significa, imagine uma linha a ligar Lisboa a Montemor-o-Novo, Abrantes e Leiria. …

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ncêndio Monchique

A via dos caminhos tórridos

Por que razão, de quatro em quatro anos, votamos nos políticos do PS e do PSD, para os ver no Parlamento, alternadamente, em lutas de poder? E por que razão é que esse mesmo Parlamento aprova um Governo de ministros e secretários de Estado que mais não fazem senão pensar em como garantir os seus altos cargos durante o máximo de tempo, agarrados ao poder, às suas poltronas? Não terão eles a obrigação de tratar bem o país? Não terão eles feito o seu juramento? Não será sua obrigação servir o país com decisões inteligentes? E não deveriam eles garantir …

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TGV arrives to Stuttgart

A Europa precisa de um projeto

de portugal à noruega por dois carris… Nesse sentido chegámos rapidamente a um acordo. Foi uma ideia que tivemos durante um longo percurso de comboio. Tinha sido um gesto simpático da Comissão Europeia oferecer, este ano, pela primeira vez, um bilhete de Interrail para conhecer a Europa de comboio a quem tivesse 18 anos. Estava a caminho da entrevista a Per Espen Stoknes quando um jovem que, como eu, também pretendia viajar até Gotemburgo por Copenhaga, entrou no comboio com o seu bilhete de Interrail gratuito. O comboio encontrava-se na plataforma número 8 e os altifalantes anunciavam um atraso de …

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Joaquim Nunes Sequeira

Anda, vamos plantar uma árvore!

Cada respiração liga-me a ti. Normalmente, o ar é um fundo invisível no meu dia-a-dia. Não lhe dou muita atenção. Mas quando há poluição, fumo, nevoeiro, vento, neve ou chuva forte, lembro-me de que o ar faz parte dos quatro elementos que me formam e de que sou constituído. Socorro, não consigo respirar! Quando estou doente, e se torna difícil respirar, o ar volta a ter a sua importância muito especial. O “ar está pesado” tem um significado diferente em várias línguas. Ele entra no meu corpo, nos meus pulmões e na minha circulação sanguínea, e é levado pelo vento …

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Vende-se

Horst adorava ir ao cinema. Mas mal tinha tempo, e muito menos dinheiro, para pagar o bilhete. A sua sorte era viver mesmo ao lado do cinema. No primeiro andar, por cima do seu bar, na sala, tinha um quadro emoldurado que tapava um buraco na parede e que funcionava como uma câmara obscura. Um dia, revelou-me o seu segredo. Piscando o olho retirou o quadro da parede, e mostrou-me o que se via pelo buraco. Foi assim que me contagiou com a paixão pelo mundo do cinema. E a assistir gratuitamente, já que, pelo buraco, se via a projeção …

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monocultura abacate

Monocultura – um modelo descontinuado

Fritjof Capra v. René Descartes A visão mecânica do mundo impõe um pensamento linear e matemático, como numa aula de Matemática de terceira classe: partindo do exemplo de uma área de cem vezes cem metros, que faz 10.000 metros quadrados, ou um hectare, em agricultura intensiva e industrial um agricultor produz aproximadamente dez toneladas de frutos. Este valor serve de medida para todos os restantes valores num plano de negócios. Permite calcular previamente os proveitos e permite mais facilmente aceder a subsídios da UE ou a créditos bancários. Portanto, a expetativa de rentabilidade dos investidores perante uma plantação de frutos …

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Volta à Terra

Volta à Terra

A minha árvore favorita na Lousã. Combinei encontrar-me com o realizador e operador de câmara João Pedro Plácido (39)* na estação de Coimbra. Tínhamos o objetivo de explorar em conjunto uma floresta na Serra de Lousã. Era nessas montanhas que pretendíamos voltar a encontrar uma imagem que marca as recordações da juventude do Pedro, uma árvore maravilhosa. Foi com 16 anos de idade que o Plácido fez uma caminhada pela serra até às aldeias de xisto, pelo percurso do Castelo da Lousã, passando pelo Talasnal (3 km), Vaqueirinho (2,5 km) e Catarredor (1,1 km). Estava a recolher ervas aromáticas. O …

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