Sábado, Agosto 18, 2018
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55 espécies espontâneas em Portugal

Uma mão cheia de plantas que curam

55 espécies espontâneas em Portugal Esta é uma daquelas obras que são um “must have” na estante de qualquer amante de plantas, de qualquer curioso por alimentação alternativa. Com prefácios da fitoterapeuta Anne McIntyre e da bióloga e investigadora Célia Cabral, Uma mão cheia de plantas – 55 espécies espontâneas que curam, apresenta um guia de exploração de 55 plantas silvestres com propriedades terapêuticas surpreendentes. Com informação técnica e imagens de Fernanda Botelho, esta obra apresenta o nome comum, nome científico, família botânica, história, descrição e habitat, constituintes e propriedades de cada uma das 55 plantas silvestres apresentadas. Página a …

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co2

Os quatro pelo clima

Como a nossa família tentou uma vida neutra em emissões de CO2 Uma família de quatro pessoas está sentada à mesa do jantar. Discutem um tema, que até pode ser considerado aborrecido: as alterações climáticas. Franziska (13), a filha, tinha-se sentado ao computador depois de vir da escola e experimentado o calculador para a pegada ecológica do WWF. Queria calcular a pegada ecológica da sua família. Eis o resultado para este lar com quatro pessoas: 42 toneladas de CO2 por ano. Da discussão, a pouco e pouco, nasce um projeto familiar. Cada um deles pretende ativamente contribuir para a redução …

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plantas

As plantas do nosso caminho

Quando fazemos um passeio pelo campo estamos longe do valor das imensas plantas que habitam o solo. Para além da sua beleza, elas podem acompanhar a viagem que é a nossa vida, protegendo a saúde, curando o corpo e a mente em períodos de convalescença. A cada ano que passa descobrem-se 2.000 novas plantas. São usadas na medicina, na alimentação, no ambiente, nas roupas, em biocombustíveis e na confeção de venenos. Atualmente são perto de 5.500 as plantas utilizadas para consumo humano. Um pequeno passeio de quatro quilómetros no coração de Monchique com a especialista em plantas silvestres, Fernanda Botelho, …

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Cassandra Querido

Estou a fazer a minha parte

ECO123 conversou com Cassandra Jorge Querido (54 anos), arquiteta paisagista natural de Évora, há vinte e seis anos a trabalhar com o ambiente. Encontramos-nos em Benafim, concelho de Loulé, debaixo de um carvalho, uma azinheira com mais de 500 anos, no parque de merendas: Falámos e almoçámos… A nova Lei 10/2018 vai ajudar a evitar incêndios em Portugal? A meu ver essa lei não está nada adequada à realidade. E pode piorar a situação, portanto, sendo aplicada. Prejudicial? Prejudicial. Essa Lei, no meu entender, foi feita para os eucaliptos, para conseguir lutar, para arranjar espaços e todo um cenário capaz …

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Vende-se

Horst adorava ir ao cinema. Mas mal tinha tempo, e muito menos dinheiro, para pagar o bilhete. A sua sorte era viver mesmo ao lado do cinema. No primeiro andar, por cima do seu bar, na sala, tinha um quadro emoldurado que tapava um buraco na parede e que funcionava como uma câmara obscura. Um dia, revelou-me o seu segredo. Piscando o olho retirou o quadro da parede, e mostrou-me o que se via pelo buraco. Foi assim que me contagiou com a paixão pelo mundo do cinema. E a assistir gratuitamente, já que, pelo buraco, se via a projeção …

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monocultura abacate

Monocultura – um modelo descontinuado

Fritjof Capra v. René Descartes A visão mecânica do mundo impõe um pensamento linear e matemático, como numa aula de Matemática de terceira classe: partindo do exemplo de uma área de cem vezes cem metros, que faz 10.000 metros quadrados, ou um hectare, em agricultura intensiva e industrial um agricultor produz aproximadamente dez toneladas de frutos. Este valor serve de medida para todos os restantes valores num plano de negócios. Permite calcular previamente os proveitos e permite mais facilmente aceder a subsídios da UE ou a créditos bancários. Portanto, a expetativa de rentabilidade dos investidores perante uma plantação de frutos …

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alterações climáticas

A adaptação às alterações climáticas

  Teve lugar recentemente o Seminário “Agricultura Sustentável” em Alte (Loulé), que reuniu agricultores, peritos em solos, profissionais no desenvolvimento de comunidades, políticos e estudantes. O Seminário foi organizado pela Câmara Municipal de Loulé, a Associação In Loco, e a Escola Professional Cândido Guerreiro (EPALTE), com o objetivo de dar a conhecer aos agricultores alternativas perante o desafio das alterações climáticas, custos de produção elevados e baixos preços de venda. O tema do clima e do solo foi abordado nas duas sessões principais, por Alberto Espírito Santo e João Tiago Carapau, da WeConsultants. Alexandra Pestana, da EPALTE partilhou experiências na …

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Volta à Terra

Volta à Terra

A minha árvore favorita na Lousã. Combinei encontrar-me com o realizador e operador de câmara João Pedro Plácido (39)* na estação de Coimbra. Tínhamos o objetivo de explorar em conjunto uma floresta na Serra de Lousã. Era nessas montanhas que pretendíamos voltar a encontrar uma imagem que marca as recordações da juventude do Pedro, uma árvore maravilhosa. Foi com 16 anos de idade que o Plácido fez uma caminhada pela serra até às aldeias de xisto, pelo percurso do Castelo da Lousã, passando pelo Talasnal (3 km), Vaqueirinho (2,5 km) e Catarredor (1,1 km). Estava a recolher ervas aromáticas. O …

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imigrante nepalês

A maldição do dinheiro

Qual a ligação entre um imigrante nepalês – trabalhador na empresa agroindustrial Vitacress (Grupo RAR) inglesa, belga e portuguesa; na Deutsche Gemüsering GmbH Stuttgart (alemã)*(4) ou noutra multinacional agroindustrial, no maior concelho do Alentejo, Odemira – e os incêndios florestais em Portugal? À primeira vista poderíamos pensar que não existe. Não há conexão e, quem a tentar fazer, fá-lo-á, possivelmente, por maldade. Porém, num mundo em que tudo está globalmente em rede e em que o capital para os investimentos pode ser transferido rapidamente de um país para o outro, as coisas não são assim tão lineares. Analisemos melhor toda …

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Terra, a mãe guardiã

Terra, a mãe guardiã…

Nuno Bicho, 53 anos, diz que “encontrar um novo local é como uma viagem pessoal ao passado sem recurso a ficção científica.” Estava no ensino primário quando sentiu o apelo da Arqueologia, mas foi por mero acaso que estudou História. Doutorou-se depois em Antropologia (Southern Methodist University, Dallas, Texas), com reconhecimento em Arqueologia (Universidade do Algarve) e é atualmente Diretor do Centro Interdisciplinar de Arqueologia e Evolução Humana da Universidade do Algarve (ICArEHB). A par de outros, lidera um projeto internacional, o quarto subsidiado pela National Geographic Society, para estudar a evolução dos primeiros humanos modernos no Sudoeste de Moçambique. …

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