Quinta-feira, Julho 27, 2017
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Cómico de corpo e alma

Cómico de corpo e alma

O que motiva alguém que é palhaço, de onde vem essa energia? A força de se distanciar de tudo e de reconhecer que já não se quer trabalhar na sua profissão, gera muita energia. É a oportunidade de ir ao encontro da experiência de uma felicidade absoluta e de a viver em pleno. O caminho que escolhi leva-me agora a um lugar onde 20 pessoas se juntam, para escrever música, fazer coreografia de danças, pessoas que escolhem lugares abstratos, que usam uma floresta de eucaliptos como mensagem e como palco. Esta é uma motivação diferente da de há 20 anos …

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Há um lugar para lá do certo e do errado
É aí que te vou encontrar
Rumi

comunicação não violenta

Será a paz uma forma de ultrapassar os conflitos? Sim, tive que refletir sobre isso durante algum tempo. Talvez, poderá dizer-se. Mas talvez também poderá significar suportar os conflitos, saber viver com os mesmos. É importante não estagnar num pensamento certo e errado, ou no “só um de nós é que pode ter razão”, mas sim conseguir o encontro de interesses comuns. A comunicação não violenta é uma ferramenta para a paz? Eu não lhe chamaria ferramenta. Ela usa ferramentas mas, no fundo, é muito mais uma postura e uma forma de vida. Poderá a comunicação não violenta – se …

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Não há planeta B

Ambientes de Mudança. Erros Mentiras e Conquistas

Como é que se começou a interessar pelo ambiente? Comecei por me interessar sobre a sociedade de consumo que estava a despontar em Portugal em meados dos anos 80. Comecei a trabalhar no Expresso e tinha uma secção que se chamava Bolsa do Consumidor. Estávamos numa sociedade fechada, um mercado muito restrito, e com a pré-adesão à União Europeia entrámos no comboio da economia de mercado e foi um boom de consumismo absolutamente inédito e brutal sem termos na altura legislação ambiental. Acabámos por criar imensas externalidades e muito impactos negativos do ponto de vista ambiental. Um indicador muito interessante …

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Como queremos viver?

como queremos viver

De onde veio a inspiração para o Boom Festival? Foi por causa da minha juventude em Goa, onde cresci. Goa era um ponto de encontro internacional para quem viajava pela Ásia e para os hippies, uma mistura de jovens de muitos países. Havia muita música. Já nos anos 70 havia uma grande festa na praia em noites de lua cheia, em que bandas rock tocavam ao vivo. Nos anos 80, os viajantes da Austrália, do Japão, da Europa e da América traziam as novas músicas de vanguarda dos seus países. Davam-na a pessoas que, hoje em dia, são chamadas DJs. …

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Ver as coisas pelo “Outro Lado”

restaurante - outro lado

Quando se conheceram, Artur era vegetariano e trabalhava na área da permacultura, Carla, crudívora há cerca de dois anos, era vegetariana há 20 anos, dedicava-se profissionalmente ao ensino da prática de yoga, à medicina funcional e à culinária macrobiótica e Ayurveda. “Estava interessada em encontrar um espaço, para abrir uma mercearia biológica e o Artur à procura de um espaço para abrir um restaurante vegano, estávamos os dois livres, começámos a ver lojas e conhecemo-nos melhor, acabámos por nos apaixonar um pelo outro”, explica Carla, com um brilho nos olhos. A paixão de ambos passa também pela alimentação saudável e …

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A natureza desconhece o que é o lixo

lixo de latas

Eu, tu, ele, ela, nós, vós, eles. Neste preciso momento, todos estão a deitar algo fora. É fácil de dizer, não é? Deita ao lixo. Deita algo fora. Longe da vista, longe do coração. Quem vier a seguir que se amanhe. Ou talvez não? Estou na minha cozinha a arrumar as garrafas vazias do último mês. Oito garrafas de vinho e uma garrafa vazia de azeite. Este é o meu dia de ir até ao vidrão e arrumar a minha casa: casa de banho, quarto, sala, cozinha e escritório. Para o papel, encontrei uma solução minha, bastante prática, sobre a …

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Zero desperdício?

zero desperdício

Conte-nos uma história da sua infância. Nasci e vivi numa quinta na Maia, uma zona perto do Porto. Tínhamos um monte de estrume com o qual se fertilizavam os terrenos. Não usávamos muitas embalagens, bebíamos água do poço. Estamos a falar de há 40 anos atrás. O meu avô fazia o seu próprio vinho e engarrafava-o. As garrafas e garrafões eram reciclados e tornavam-se a encher. Não existia o desperdício que vemos hoje em dia. Se comprasse uns sapatos numa caixa, a caixa servia para colocar algo lá dentro. A sociedade de desperdício que vivemos hoje em dia, do descartável, …

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A caminho
(Rota Vicentina: 14 + um dia)

Rota Vicentina

Via Algarviana – Rota Vicentina – Rota do Pescador Dia 1 – Aljezur – Odeceixe (18 km) Neste dia de abril, o tempo está como o conheço em abril: instável. Durante duas semanas, até ao dia de hoje, caminhei 250 quilómetros pela Via Algarviana, só adivinhando o Atlântico que se encontrava a pouca distância. Agora, o vento cheira ao sal e ao colorido que enfeita o meu caminho. Tenho pela frente mais 350 quilómetros, marcados com linhas no mapa das estradas, os quais inicio no Castelo de Aljezur assobiando-os a uma canção: Só onde estiveste a pé, estiveste mesmo presente. …

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SER ou TER

ser ou ter

Na Karuna procura-se soluções? Sim, sim. É essa a razão pela qual a construímos, em 1992. Pode-nos dar soluções, pode receber soluções. Este não é um espaço fechado. Pode receber também. O que acontecerá este ano neste espaço? Nós organizamos retiros de silêncio. Porque se sente que o interior não está mudado, Karuna ajuda a olhar para dentro, estar certo do que estamos a fazer, para sermos corretos. Quer contar-nos uma história da sua infância? Quero. É uma história que guardo profundamente, uma história entre mim e o meu pai. O meu pai, como muitos indianos, emigrou para África. Tinha …

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“Se ouvirmos com atenção, a felicidade pode estar em toda a parte”

felicidade

É um viajante do mundo. Porque escolheu o Algarve para viver? Cheguei a Monchique depois de 15 anos a viajar de mochila às costas. Ao longo das minhas viagens comprava apenas o percurso de ida, mas isso mudou quando cheguei ao Algarve (risos). Estava com uma pessoa que vivia em Monchique e acabei por ficar. Nesse ano comecei a fazer esculturas de areia em países como a Bélgica, a Espanha… e também em Albufeira. Estávamos em 1998 e pensei em ficar porque gostei e gosto mesmo muito de Portugal. Cinco anos depois dei início ao projeto do FIESA. Fale-nos dos …

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