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Theodor W. Adorno: Não há nada de certo no errado

Desde há algumas décadas que o turismo tem vindo a ganhar uma dimensão cada vez maior na sociedade e com um impacto associado nas regiões turísticas mais visitadas. Inicialmente devido à melhoria das condições laborais e sociais, atualmente pela facilidade de acessibilidade e mobilidade. Será que o turismo pode ser sustentável ou contribuir para a sustentabilidade? João Fernandes, presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), instituição que celebra o 50º aniversário em 2020, acredita que sim e justifica porquê. Mas será que ainda vamos a tempo?

O rápido crescimento da procura turística está a superar as tecnologias da descarbonização. Como olha para este cenário?
Por um lado, o turismo é eficaz, procuramos que seja eficiente, mas se há um setor que é esponja em relação à tecnologia é o turismo. Em Lisboa, por imposição camarária, os tuk tuk e os GoCar passaram a ser elétricos, as trotinetes apareceram associadas ao turismo como solução de mobilidade e lazer. O turismo pode ser até a alavanca para que o residente passe a adotar essas medidas.

Falamos sobre cosmética ou temos que fazer mais, porque pode ser tarde demais? Imagine que os turistas deixavam de chegar ao aeroporto de avião, pelos combustíveis, emissões ou preço da viagem, face à taxa de CO2, imagine esse cenário em 2030. Como vão visitar o Algarve?
Penso o contrário. A globalização, o acesso a férias, é uma realidade cada vez mais presente, até em regiões do globo que anteriormente não tinham essa oportunidade. Por um lado há mais gente com possibilidade de fazer férias e de o fazer fora de portas. Segundo, o preço do transporte tem vindo a baixar, e não a subir. Diz-me que os preços vão subir exponencialmente porque são bens esgotáveis, sobretudo os combustíveis fósseis… O que temos vindo a observar, por exemplo nas viaturas que asseguram o transporte ferroviário, é uma sucessiva transformação para mobilidade elétrica, para a possibilidade de mobilidade através do hidrogénio, para outras realidades.

Aplicado à aeronáutica? Segundo a ANA (Aeroportos do Algarve), o Aeroporto Internacional de Faro atingiu, em 2018, um volume de passageiros movimentados perto dos 8,7 milhões.
Ainda recentemente o dono da Tesla deu uma entrevista onde diz que está a preparar para 2030 um automóvel com uma autonomia de cerca de um milhão de quilómetros ou de 20 anos. Não diria que é para amanhã, mas um CEO de uma grande empresa afirmou recentemente que será natural que em 2030, ou em anos muito próximos dessa data, haja mobilidade em termos de viação que tenha a mesma realidade que hoje vemos num carro elétrico.

Até 2030 temos que baixar a nossa pegada em pelo menos em 40% e em 2050 teremos que baixar ainda mais. Como iremos chegar ao Algarve, se não for de comboio?
Se a mobilidade for elétrica, seja ela por comboio ou rodovia ou por aviação, com uma motorização diferente. Falo de elétrica, mas pode ser hidrogénio ou até outras realidades ainda hoje desconhecidas, a tecnologia tem evoluído exponencialmente nas energias renováveis. Por outro lado, temos apostado muito na promoção de uma economia mais circular em conjunto com a Administração Regional da Agricultura. Este modelo económico em que se extrai, produz, consome e deita fora tem que ser revertido para que um recurso gere novos recursos. Aquilo que estamos a fazer, juntamente com outros sectores, como a agricultura, é tentar promover a integração de bens e serviços de base local na cadeia de valor do turismo, reduzindo assim a pegada ecológica dos serviços disponibilizados a quem nos visita.

Diante do crescimento em termos de procura turística como podemos reduzir a pegada ecológica do Algarve?
Temos espaço para crescer porque a sustentabilidade não atua apenas sobre um pilar ambiental, tem impactos sobre o ponto de vista económico ou social. Por exemplo, o Algarve tem duas realidades que são constrangedoras para quem cá vive e trabalha. O turismo é o setor dominante na região e há poucos setores que possam ombrear com este, apesar de poder constituir uma alavanca para outros, daí ter falado na economia circular. A sazonalidade pode conduzir a trabalho precário ou mal pago e é preciso pensar nisso do ponto de vista da sustentabilidade e promovermos outro tipo de oferta. Segundo a Organização Mundial de Turismo, no próximo ano teremos na Europa cerca de 26 milhões de viagens devido ao turismo de natureza. Estamos a desenvolver respostas, do ponto de vista da oferta, que geram procura durante todo o ano e que não se centram apenas no litoral. Essa é uma forma de poder crescer de forma sustentável, seja do ponto de vista do impacto ou do bem-estar de quem cá vive.

Como mistura as palavras turismo e natureza? A venda da natureza funciona?
A nossa satisfação passa muito por essa contemplação da própria natureza. Desde sempre as pessoas deslocam-se para ver a beleza natural como uma motivação primária ou apenas como um local aprazível para outras atividades. O próprio Algarve, que tem a sua costa como principal cartão de visita, tem também nesses 200 quilómetros uma reserva ecológica submarina nacional.

E porque não criar uma agricultura local em vez de importar e transportar produtos alimentares para residentes e turistas?
Essa é mais uma oportunidade para transformar a sustentabilidade em competitividade. Quando viajamos queremos ver algo diferente daquilo que utilizamos em nossa casa, aquilo que é local, autêntico, principalmente na gastronomia. Na lógica da economia circular e na lógica daquilo que é autêntico, que são as tradições, ganha-se essa capacidade que é dar mais valor ao que é local para quem nos visita e que quem cá esteja possa ter o seu emprego com base na sua produção local ou no seu conhecimento de determinado ofício, que remonta aos seus ancestrais. Tudo isso transforma o destino e o melhora porque o torna ainda mais autêntico e mais diferenciador.

O turismo rima com evolução, mas também com poluição…
Em conjunto com a CCDR, com a UALg, com o Turismo de Portugal, estamos a criar um observatório de turismo sustentável. É exatamente para perceber qual a pegada ecológica do Algarve que criámos este observatório; por um lado para termos um diagnóstico fidedigno daquilo que é o real impacto desta atividade económica, mas também para estudar as questões que afetam o setor e criar uma base para políticas públicas para a região.

É formado em Engenharia do Ambiente. Conhece a sua pegada ecológica?
Essa precisão não tenho. Procuro trabalhar numa escala um pouco maior, que é o Algarve, e desenvolver iniciativas nesse sentido que tenham um impacto mais lato.

No que consiste esse observatório?
Há um conjunto de fatores que é necessário aferir, desde o consumo da água, ao emprego, passando pela utilização de resíduos sólidos, de energias renováveis, entre outros parâmetros. Este observatório não foi criado de raiz, é um conjunto de contribuições de diferentes instituições. Está já na fase de candidatura para a Organização Mundial de Turismo e permite integrar o conhecimento do centro de investigação que já foi criado pela universidade.

Neste momento as instituições que estão incluídas são a UALg (porque precisamos do contributo de um conhecimento científico validado); a CCDR, que é quem coordena o desenvolvimento regional; a RTA, que manifestou desde a primeira hora esta necessidade, e o Turismo de Portugal, porque tem esta necessidade à escala nacional, exatamente porque quer que o turismo seja um setor pioneiro do ponto de vista da sustentabilidade. Obviamente que teremos que ter um conjunto mais vasto de parceiros, por isso não está vedado a ninguém.

Como conseguimos continuar a criar as premissas para atingir as zero emissões?
Esse é o objetivo para todos os países e para todos os setores. Em termos do turismo não o vejo como um problema, mas como uma oportunidade. Vamos fazê-lo com consciência, por isso estamos a criar o observatório de turismo sustentável, para medir cientificamente quais são os impactos e definir as nossas apostas. O programa já foi apresentado pela AMAL.

Sabemos que o turismo é responsável por cerca de 8 % da pegada a nível mundial.
Temos a disponibilidade, sensibilidade e empenho em atuar positivamente numa série de áreas. Em outubro tivemos uma plantação de árvores autóctones, de acordo com um plano pré-estabelecido com a GEOTA, numa área de 250 hectares, juntamente com a Ryanair, que é nossa parceira nesta iniciativa. Temos tentado criar outras medidas e contribuído com a iniciativa ‘Montanha Verde’, do Zoomarine, um projeto semelhante e muito interessante.

Fala de outras medidas. Pode ser mais específico?
Temos que trabalhar nas soluções, por exemplo no consumo da água. Como engenheiro do ambiente já trabalhei numa estação de tratamento de águas que as reutilizava para a rega de campos de golfe. Há 25 anos atrás já se fazia isso no Algarve. Hoje, entre os 40 campos existentes, a maioria tem que ter a capacidade de ir buscar água já tratada. Temos também atuado ao nível da eficiência do consumo de água. Em agosto desenvolvemos uma campanha em conjunto com as Águas do Algarve para apelar ao uso racional de água: “consuma água com um pingo de consciência”.

No outono, se não chovesse mais, as reservas existentes só teriam água suficiente para abastecer a região até ao fim do ano.
A água é uma preocupação, uma das apostas está na construção de uma albufeira na zona central do Algarve para poder aumentar a capacidade de armazenamento.

A dessalinização é um caminho?
Há outras questões que devemos trabalhar e que poderão ser mais interessantes, não excluindo a dessalinização que, do ponto de vista financeiro, não é muito fácil nas condições em que o Algarve está. Considero iniciativas mais importantes aplicar o princípio da economia circular à água. Às vezes utilizamos águas de abastecimento de forma desregrada, e não estou a referir-me apenas à quantidade. Utilizamos água com qualidade para beber num circuito que poderia ser autonomizado e ter níveis tratamentos diferentes, com outra reutilização ou aproveitamento. Por exemplo no lavatório, uma circulação permitiria o uso noutro circuito no autoclismo, como se faz por exemplo na China. Prolongar o uso da água por um lado, por outro tratá-la de forma a se de novo consumível, desenvolvendo um sistema que, de uma Estação de Tratamento de Águas Residuais (ETAR) se passa a uma Estação de Tratamento de Água (ETA).

Pode ser mais específico?
Os esgotos que hoje são tratados numa ETAR podem ter um upgrade no seu tratamento, uma injeção na água de abastecimento. Em vez de estarmos a ir buscar água a uma barragem, se formos numa primeira instância aumentar o nível de tratamento dos nossos esgotos, estamos fazer duas coisas bem: evitar que essa água vá para o meio aquático e que siga para um nível de tratamento que permite reentrar neste ciclo de consumo. Essa é para mim uma das mais importantes reformas ao nível dos sistemas de tratamento e abastecimento de águas. Uma das medidas da mitigação das alterações climáticas que a AMAL fez preconiza isto mesmo, mas temos que nos lembrar que Portugal é dos poucos países que tem construído um plano nacional para mitigar as alterações climáticas. Podemos não ser o melhor exemplo em muitas coisas, mas noutras, como a utilização de renováveis temos felizmente bons exemplos, apesar de termos ainda que melhorar.

Em termos de hotelaria e construção, olhamos para a Praia da Rocha ou Armação de Pera… Vamos construir mais prédios ou os que existem são suficientes?
A ideia é sempre reabilitar a construção existente, até por uma questão de melhoria da qualidade da nossa oferta, e atender às questões do impacto das alterações climáticas. Há cerca de três meses assinámos um protocolo com a AMAL, que fez um trabalho muito interessante sobre medidas mitigadoras das alterações climáticas, desde a energia, do ponto de vista da eficiência, ao consumo das unidades hoteleiras. A primeira abordagem é começar pela redução do consumo, a possibilidade de microgeração, produzir energia por proximidade, desde a substituição por lâmpadas de menor consumo ou a instalação de painéis fotovoltaicos/de aquecimento de águas, tendo em vista a criação de um auto consumo.

Hoje os empresários olham com outra perspetiva para as questões ambientais?Nos anos 80, infelizmente, este tema era visto de outra forma, mas hoje as unidades hoteleiras e restaurantes olham para a energia, até pelo preço que consta na fatura, como uma oportunidade para reduzir custos de contexto. Esta simbiose tem que ser aproveitada, de forma a serem adaptadas as linhas orientadoras que o turismo de Portugal tem para a qualificação da oferta e a melhoria da eficiência energética.

Existe um conflito entre a sustentabilidade e a competitividade…
Hoje em dia a sustentabilidade é um fator de competitividade. Porque reduz custos, seja no consumo da água ou de eletricidade ou melhor eficiência na recolha de resíduos. É o add on do ponto de vista da competitividade, porque a própria procura perceciona e exige.

E em relação aos incêndios e à regularidade com que os mesmos ocorrem no Algarve, com áreas ardidas durante muitos anos, como vendemos esse tipo de turismo?
Temos vários parques naturais por todo o Algarve. Sempre defendi o desenvolvimento sustentável e não o conservacionismo sem perspetiva. Quando há usufruto com responsabilidade, e normalmente aquele que procura o turismo de natureza, que encontra nos mercados emissores como a Alemanha e Holanda a sua maior procura, é um turista responsável. Quando uma área a preservar é usufruída, ela dá retorno à população, a pessoa entende o valor dessa natureza e torna-se participante ativo na sua defesa. Quando é ao contrário, quando dizemos que não se pode tocar em determinadas áreas, o que acontece é a morte ou decadência desse espaço. Não quer dizer que não haja espaços sensíveis que devam ser totalmente vedados à presença humana, os outros devem ser usufruídos com responsabilidade e até de forma a conseguir os recursos para que se tornem sustentáveis a longo prazo.

A pergunta não foi respondida. Aconteceu recentemente em Monchique, e em Cachopo, que ardeu em 2012, e durante alguns anos não foi possível caminhar na Via Algarviana.
Essa realidade aconteceu porque havia turismo? Se calhar no sítio onde há turismo há pessoas atentas a quem, muitas vezes de forma criminosa, inicia esse tipo de incêndios.

Em 2018 o turismo no Algarve gerou receitas de cerca de 16,6 mil milhões de euros e registou um contributo de 8,2% para o PIB nacional. Como viu a possibilidade da prospeção de petróleo na costa algarvia?
Essa foi uma questão muito interessante, porque foi das poucas causas que vi até hoje mobilizar toda a região, desde empresários, a RTA, a universidade, a CCDR, a todas as câmaras em peso do algarve ao sudoeste alentejano, bem como toda a gente que vive no Algarve, estrangeiros e nacionais. O turismo é o nosso ouro nesta região e é fortemente impactado com consequências ambientais como aquelas que poderíamos ter com a exploração de petróleo. Até do ponto de vista da capacidade de atrair turistas é importante que a região seja vista como uma região que caminha para a perspectiva da sustentabilidade. Tudo o que seja contrário é um erro.

Estamos a atingir o 50º aniversário da RTA. A solução para aumentar o turismo passa por uma evolução ou revolução tecnológica?
A tecnologia poderá permitir-nos reduzir o impacto, em termos de transporte, sobretudo na deslocação ou acessibilidade à região, mas também na própria mobilidade. Pode ser um fator muito mitigador do impacto. Por outro lado, há um conjunto de apostas que já estão hoje no mind set de decisores de diferentes áreas que permitem que a perspetiva possível seja positiva. Seja no abastecimento, tratamento, consumo de água, seja na vertente da energia, dos resíduos ou no próprio comportamento dos residentes e turistas.

Acredita que o paradigma se alterará a curto prazo?
Finalmente sinto – e entrei no curso de engenharia do ambiente há 27 anos -, que começo a ver, mesmo os mais indefetíveis, olhar para esta questão com preocupação e isso não acontecia há muito tempo, seja da parte do cidadão comum ou da parte de quem decide. A questão é que estamos a ir de forma lenta. Por exemplo, nas embalagens. Fala-se muito dos plásticos e vejo que a União Europeia está finalmente preocupada. O embalamento dos produtos é muitas vezes desnecessário. Lembro-me que há uns anos Portugal tinha a reutilização do vidro muito mais eficaz porque tinha tara ou vasilhame. Há medidas que estão perfeitamente ao nosso alcance. Como quando se decidiu que o saco de plástico é pago e isso teve um grande impacto positivo, porque as pessoas perceberam que tinha um custo.

50 anos de RTA, como vamos fazer os próximos 50 anos?
O turismo é a indústria da paz, que prospera na ausência de conflito, a indústria que promove o encontro entre a diferença, que estimula a que alguém na sua casa acolha alguém que vem de fora. Finalmente é uma atividade entendida como motor, não apenas da economia, mas como motor de desenvolvimento, e não como um fim em sim mesmo, mas como um contributo para o bem-estar de residentes e daqueles que nos visitam, dos que cá estão hoje e dos que nos virão visitar amanhã. Sem loucuras e sem extremismos, mas com determinação.

Obrigado.

Uma indústria pela paz…

Não haver guerra não significa necessariamente que reine a paz. Se o presidente da Região do Turismo do Algarve (RTA), João Fernandes, se refere ao turismo como sendo uma indústria pela paz não podemos deixar de lembrar também outros valores, bem representados pelos três dados em baixo:

o consumo de água atual no Algarve (em m3);

o resíduos sólidos urbanos entregues nos três aterros sanitários do Algarve (em t);

o desemprego nesta região, dependente em 90% do turismo.

Em 2018, as Águas do Algarve S.A., detidas pelos 16 concelhos (45,56% das ações) e pela Águas de Portugal, SGPS, S.A. (54,44% das ações) forneceram 67.557.579 m3 de água aos municípios, e sensivelmente metade deste valor foi consumido durante os três meses de verão correspondentes à época alta do turismo.

Portanto, a dita indústria pela paz rouba a água da região mais seca de Portugal em prol do conforto dos turistas nos hotéis e apartamentos, em que cada turista gasta em média 220 litros de água por dia. (veja o gráfico) Observemos com mais detalhe as consequências deste consumo e qual o seu resultado final. No Algarve, que é quase completamente dependente do turismo (451.000 habitantes, 5.000 km2 de área) produz-se muito lixo. Os números fornecidos pela ALGAR S.A., pertencente ao grupo Mota-Engil S.A., comprovam que são levadas para aterro 346.100 toneladas de lixo por ano, e somente recicladas 29.000 toneladas. Isto significa um reaproveitamento de recursos abaixo dos 8,5 por cento. A ECO123 quis saber, quando é que se produz a maior parte do lixo. A resposta da ALGAR foi: durante o inverno de 2018 foram levadas para aterro 71.000 toneladas de lixo, na primavera 86.400 toneladas, durante o verão 108.900 toneladas e no outono 79.100 toneladas. A ECO123 analisou as quantidades de lixo dos últimos cinco anos e constatou que esta, em vez de decrescer, tem vindo a aumentar: em 2014 foram 297.000 t, em 2015 são quase 300.000 t, em 2016 forma 305.700 t, e no ano de 2017 o lixo somou 334.400 t. Vejamos agora a estatística no que toca ao desemprego no Algarve. Em média, no ano de 2018, a taxa de desemprego era de 6,4 por cento. E o que é que isto significa concretamente? Em fevereiro de 2019 havia 19.014 pessoas desempregadas inscritas no centro de emprego.

 

Só em Albufeira eram 3.300, em Portimão 3.541, e em Loulé 2.666 desempregados. Se compararmos estes valores com os de fevereiro de 2018, nessa altura verificamos haver 19.852 pessoas desempregadas no Algarve, e em fevereiro de 2017 eram 23.292. A taxa de desemprego portanto tem vindo a diminuir nos últimos três anos. Se compararmos esses valores com os de agosto desses anos, vemos que em agosto de 2019 havia só 7.353 desempregados inscritos no centro de emprego. Há uma variação sezonal de 11.661 , são trabalhadores da área do turismo, principalmente na hotelaria e na restauração, contratados por três ou seis meses para voltarem depoisa ser despedidos quando já não são precisos.

Alexandre Moura

traduções: Chris Young & Kersten Funck-Knupfer | fotografias: Uwe Heitkamp

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