Quinta-feira, Dezembro 14, 2017
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O que levo na minha caminhada?

Via Algarviana GR13

Caminhar significa o retorno às nossas raízes, à nossa vida original e ao nosso próprio ritmo. Na caminhada aguçam-se os pensamentos. Os nossos sentidos despertam e sentem, vêem, cheiram, escutam e saboreiam a natureza. Esta antiga rota peregrina de São Vicente tem cerca de 330 quilómetros. Para a percorrer por completo são necessários 14 a 15 dias de caminhada.


Uma boa mochila com bagagem não superior a dez quilos, no caso dos homens. É essencial levar umas calças compridas e umas calças curtas, duas camisas, uma blusa, dois pares de meias antiderrapantes de lã/linho e calçado respirável, impermeável e que proteja o tornozelo. Uma garrafa de água, bastão, sandálias leves, toalha e equipamento de natação, sabão de azeite em barra, escova de dentes e também material de proteção contra a chuva. É importante levar um chapéu de chuva, um cachecol ou um lenço, mas  é preciso não esquecer a roupa interior, óculos de sol, apito e bússola. Mala pequena de primeiros-socorros, pensos para bolhas, pomada para picadas de inseto, magnésio em comprimidos, protetor solar e pomadas para os pés.
Não se esqueça de levar um telemóvel simples com carregador, material de escrita, um bom livro, mapa. Dextrose, barra de alfarroba BEQ, uma bolsa com nozes, amêndoas, figos secos, passas. Também tampões para o ouvido contra os roncos, kit de costura e canivete. Pequeno cantil para o cálice de medronho.
Nota: trazer o mínimo possível de coisas inúteis. Um bom conselho é caro. Aqui não há qualquer publicidade oculta a fabricantes de equipamentos, vestuário e calçado. A maior parte já sabe, de boa experiência, ONDE e a QUEM podemos arranjar o QUÊ. Eu recomendo apenas pequenos fabricantes locais de equipamentos, vestuário e calçado. Em caso de interesse, teremos todo o gosto em fornecer essa informação.


Rota do Pescador na Rota Vicentina GR11

Nesta longa caminhada, anda-se sempre ao longo do Atlântico. O viajante pode fazê-la em quatro ou em sete etapas. A extensão varia em função do ponto a partir do qual se pretender iniciar o percurso. Viajando de autocarro para sul, passando por Lisboa, chega-se a Sines e inicia-se o passeio a pé em Porto Covo. Depois, caminha-se durante sete dias até ao antigo fim do mundo, o Cabo de São Vicente.

As acomodações nas aldeias são muito variadas: das simples pousadas de juventude às pensões, da casa de campo ao hotel de quatro estrelas, tudo é possível.
A gastronomia alentejana e algarvia oferece peixe fresco e marisco, cozinhados de quase todas as maneiras. É única. Depois de um dia de passeio pelos rochedos e pelas praias, sempre para sul, e com o oceano à nossa direita, experienciamos um pôr-do-sol no mar.

Com um copo de vinho rosé da Adega Barranco Longo (Algoz), uma sopa de peixe como entrada, uma salada de polvo e um sargo grelhado como prato principal, podemos começar uma noite tranquila, para nos retemperarmos do esforço da caminhada. Guarde espaço para uma sobremesa.

Quem quiser viajar com burros, que podem carregar a/s mochila/s, pode contactar Elsa e Sofia, em Aljezur, através dos telemóveis nº 967 145 306 ou 936 060 808 ou do Email: burros.artes@gmail.com.

Quatro dias depois chega-se a Odeceixe, no quinto dia, atravessa-se o interior e pode-se passar a noite na Arrifana. Daí, segue-se para Pedralva, passando pela Carrapateira. No último dia de passeio, o viajante alcança o Cabo de São Vicente, vindo por Vila do Bispo. Não se esqueça de comprar um mapa da caminhada.


Vale do Côa GR45 | Da Nascente à Foz

Esta caminhada longa é um ótimo passeio para os viajantes que querem deixar para trás a cidade e a civilização, durante duas semanas. Quem quiser levar tenda e saco-cama deve, de qualquer forma, quase no fim do passeio, fazer um par de dias de descanso na reserva natural de Faia Brava e rodear-se de bastante natureza. Ali pode deparar-se com bois que se tornaram selvagens, bem como garranos selvagens e abutres que aí nidificam. Da fonte do Côa, anda-se dois dias ao longo de um ribeiro cujas águas correm lentamente para um rio. No mínimo a partir do Sabugal, o Côa é um caminho marítimo a ter em conta. O caminho segue às vezes à esquerda, às vezes à direita do rio e vai vagueando antes de subir numa primeira reta. Os afluentes ampliam-no e todos os dias o Côa mostra um outro rosto. As garças-reais pousam em lugares lisos e pescam. Uma boa pousada oferece-se no terceiro dia do passeio, no Refúgio no Campo perto da aldeia Rapoula do Côa. Muito bons quartos, um serviço amável e um pequeno-almoço fantástico. A seguir, a caminhada continua por Vilar Maior e Castelo Mendes, para Almeida e Quinta Nova. Também aí, o caminhante encontra boa cama e excelente comida à sua espera, na pousada Encostas do Côa.

A cada novo dia, tomamos mais consciência de estarmos também a pisar solo histórico, uma herança histórica e cultural. Abre-se uma perspetiva que já na aldeia Cidadelhe se anunciava. Pinturas rupestres artísticas dos nossos antepassados acompanham-nos, até Faia Brava, e depois de termos deixado a Reserva, e prosseguem na direcção de Vila Nova de Foz Côa. O website www.granderotadocoa.pt (Português/Inglês), com o seu mapa de passeio interativo, facilita imenso o planeamento da caminhada. É recomendável fazer a Grande Rota Vale do Côa de Outubro a Junho. Na página web pode-se fazer o download dos bilhetes diários, para imprimir.

Associação Transumância e Natureza
Pedro Prata
www.granderotadocoa.ptwww.atnatureza.org
info@granderotadocoa.ptp.prata@atnatureza.org
Tel.: +351 271 311 202 | Tel.: +351 914 678 375 | Tel.: +351 912 196 778

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