Sábado, Julho 22, 2017
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FRT-Ballen

Receita para sair da crise.

Inovação e investimento são os condimentos da nossa sopa económica.

Vai precisar dos seguintes ingredientes: 38.887 sobras diárias do jornal sensacionalista Correio da Manhã, 27.804 exemplares do semanário Sábado, 17.824 cópias não vendidas do Expresso, 12.547 exemplares do Público e 16.118 exemplares não vendidos do Diário de Notícias, 23.339 cópias do diário Jornal de Notícias, 16.050 sobras do jornal desportivo Jogo, 33.442 exemplares não vendidos do Record, 5.625 sobras da Vida Económica, 10.574 cópias da Visão – em suma, um total de mais de 250.000 exemplares de todos os jornais diários e revistas em Portugal por dia: A Bola, Caras, Cosmopolitan, Blitz, Autohoje, Autofoco, Sol, Ana, Maria, etc. Melhor exemplo: o jornal diário “i”. Imprime quase 50.000 exemplares por dia e depois vende menos de 10.000 cópias. Conclusão: cerca de 40.000 jornais vão parar ao lixo. E depois não digam que os jornais trabalham económica e ecologicamente….

Então, o que fazemos com estes milhões de toneladas de sobras de jornais por ano, com o monte de papel impresso e notícias que poluem diariamente a nossa vida? A grossista VASP (quota de mercado de 70% em Portugal), com sede no Cacém, perto de Lisboa, transforma-os em dinheiro. Recolhe o monte de papel velho, tritura-o e recicla-o. Paga às editoras dos jornais cerca de 30 Euros por tonelada.

O serviço de distribuição da grossista consiste em entregar a quantidade certa de exemplares impressos na hora exacta, ao sítio certo, para que aí sejam vendidos, e não o contrário. Mas o negócio está cada vez mais a deslocar-se para um verdadeiro nicho de mercado chamado RECICLAGEM, com o qual a VASP e também a RENOVA – FÁBRICA DE PAPEL DO ALMONDA S.A ganham bom dinheiro.

Agora vamos ao modelo de negócio da ECO123. Baseado nos exemplares não vendidos do nosso mundo dos jornais (Correio da Manhã, Expresso, etc). A ECO123 é impressa em papel 100% reciclado RENOVAPRINT. Os exemplares não vendidos eles próprios vão para a reciclagem.

Existem verdadeiras inovações no fabrico de papel reciclado. Até agora, na RENOVA em Almonda, no concelho de Torres Novas, o papel era sempre produzido usando o tradicional processo de pasta. Cerca de 5% do papel velho é mergulhado em água e centrifugado. Os custos de produção por cada tonelada de papel reciclado são elevados e os impactos ambientais nocivos enormes. Mas existe agora um processo inovador. Obteve recentemente a sua patente internacional e chama-se FRT-Aeromill™. Este processo de recuperação da fibra seca proporciona um alto potencial de poupança de energia e água, um prolongamento dos ciclos de reciclagem até então existentes, o enorme aumento da qualidade das fibras e do papel, uma mais simples separação das impurezas e economias na gestão de resíduos. O FRT-Aeromill™ é uma tecnologia de reciclagem de papel velho fácil de integrar, simples e de baixo custo. Curioso? Na próxima edição, a ECO123 conta-lhe tudo de forma exclusiva e detalhada.

 

Compra a ECO123 nos quiosques? Quando pergunta pela revista encolhem os ombros e respondem com um “ECO123? O quê? Não, não temos!” E você o que faz? Vai até ao próximo quiosque na esperança de aí encontrar a ECO123? Pode contactar directamente o nosso departamento de distribuição (info@eco123.info) para descobrir onde e como pode adquirir a sua ECO123.

 

About the author

Uwe Heitkamp, 53 anos, jornalista e realizador, vive 25 anos em Monchique, Portugal. Adore caminhadas na montanha e natação nas ribeiras e barragens. Escreve e conte histórias sobre os humanos em relação com a ecologia e a economia. Pense que ambas devem ser entendido em conjunto. O seu actual filme “Herdeiros da Revolução” conta durante 60 minutos a história de uma longa caminhada, que atravessa Portugal. Dez protagonistas desenham um relatório da sua vida na serra e no interior do país. O filme mostra profundas impressões entre a beleza da natureza e a vida humana. Qual será o caminho para o futuro de Portugal? (Assine já o ECO123 e receberá o filme na Mediateca)

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