Gastronomia, turismo, produção audiovisual, recursos humanos, marketing digital, decoração, marcenaria, espaços de eventos, coaching e formação e serviços de apoio às famílias foram as áreas representadas por novos empreendedores são-brasenses na quinta edição do Fórum Ideias de Negócios que o Município de São Brás de Alportel promoveu no passado dia 25 de junho, no São Brás Cineteatro Jaime Pinto.
Estive recentemente em São Brás de Alportel. Havia sido convidado para um evento no cinema, o que não é habitual no Algarve. Não se tratava de um filme, mas de uma espécie de bolsa de empregos e empresas. Destinatários: Agricultores, empresas, associações, autarquias. Há cinco anos que a Câmara Municipal a norte de Faro se ensontra muito empenhada na promoção e atração de empresas e na criação de emprego a estas associada.
Fiquei espantado com um número, que é impressionante. Em 2025, existem mais de 600 empresas no concelho que têm ali a sua sede, ou uma segunda filial. Existe um centro na Câmara Municipal, no qual os fundadores de empresas podem obter informações e aconselhamento sobre as oportunidades de financiamento disponíveis para a sua ideia de negócio e os subsídios que poderão vir a receber. Saberá mas mais sobre isso daqui a um instante…
Sabia que se criar uma empresa em São Brás de Alportel terá 50% de desconto na conta da água? E que a Câmara Municipal disponibiliza gratuitamente dois grandes outdoors para as empresas locais – palavra-chave do comércio local? Na altura, o Presidente da Câmara, Vítor Guerreiro, falou brevemente aos presentes. Dos 16 concelhos do Algarve, São Brás de Alportel é o que cresceu sobreproporcionalmente para 15.500 habitantes no espaço de uma geração. Monchique, por outro lado, tinha 12.000 habitantes em 1990 e atualmente tem menos de 5.000, devido ao êxodo rural e à má gestão da Câmara Municipal no que diz respeito à criação de atrativos para o tecido empresarial. Em Monchique, o eucalipto arde com demasiada frequência. Por isso, é importante apelar aos empresários dos mais diversos sectores e ter uma ligação à economia.
Se, em São Brás de Alportel, a cortiça sempre teve um papel importante na indústria florestal, Monchique privilegiou o eucalipto e ardeu em 1991, 2003, 2004, 2016 e 2018. Não admira que quase todos os jovens tenham emigrado. Em São Brás de Alportel, as coisas são muito diferentes. A formação profissional e a promoção estão no centro do trabalho da Câmara Municipal. O mercado local, no centro da vila, é animado, popular e bem frequentado. A oferta é diversificada e a maior parte dos produtos provém do solo local. A compreensão com que uma câmara municipal aborda os seus cidadãos faz uma grande diferença. A pouco tempo das próximas eleições autárquicas, os eleitos locais, em torno do Presidente da Câmara, Vitor Guerreiro, e da sua vereadora e Vice-presidente, Marlene Guerreiro, apresentam factos que não podem ser ignorados. O seu trabalho tem bases sérias, tem continuidade e, acima de tudo, é um ativo duradouro. Um trabalho bem remunerado no seu próprio bairro, com o qual se identifica, tem um valor duradouro.
Esta noite está também presente no palco um importante representante. Trabalha na CCDR de Faro há muitos anos e é responsável pelo cofinanciamento da UE. Foi interessante saber por ele que existem mais de 800 milhões de euros no „pote“ de fundos à espera de serem aplicados e utilizados.
Eco123 Revista da Economia e Ecologia
