Segunda-feira, Junho 1, 2020
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O projeto “Eternal Forest” (Floresta Eterna)

Floresta Eterna de Evgenia Emets

Evgenia Emets, de 39 anos de idade, passou a sua infância em Moscovo e Kiev, chegando a Portugal depois de ter vivido dez anos em Londres, onde completou os seus estudos em Artes Plásticas. Por coincidência, ou não, foi em Londres que conheceu o seu futuro marido, Victor, polaco, e juntos viajaram para Portugal, visitando também a comunidade de Tamera, no sul do Alentejo. Pouco tempo depois, começaram a traçar planos para se mudar para Portugal, tendo como ideia inicial a criação de uma comunidade, algures numa das aldeias abandonadas.Foi assim que, em outubro de 2017, acabaram por ficar na Ericeira. Evgenia estreou recentemente o seu primeiro documentário, um filme de 40 minutos chamado Eternal Forest (Floresta Eterna). A ECO123 apresentou o filme aos seus leitores no último workshop. Uwe Heitkamp teve uma longa conversa com Evgenia, no Jardim Botânico de Lisboa, abordando os seus pontos de vista ecológicos e os seus novos projetos.

Como se começou a interessar pela Floresta, pelas árvores e pela Natureza? De onde surgiu esse impulso?

Penso que sempre tive esse interesse. E voltou agora, que trabalhei durante um ano no Eternal Forest. Começo a compreender que está dentro de nós. Temos esta memória dentro de nós, e só é necessário algo que nos dê um pequeno impulso para reavivar essa memória. Sou uma menina da cidade, embora tenha crescido com árvores à minha volta. Vivi em cidades, e vivi em grandes cidades. Claro que sempre fiz passeios pela natureza, mas não é a mesma coisa como viver na natureza. O que me deu realmente o impulso de que precisava foi o convite de um dos nossos amigos para participar no primeiro encontro de reflorestação a ter lugar em Elvas. Foi depois dos incêndios de Pedrogão. Houve esse encontro, e estiveram lá 80 a 90 participantes durante três dias. A ideia era refletir sobre formas de trabalho em comunidade e numa rede ativa para ajudar a reflorestar Portugal e Espanha. Portanto, basicamente, era mais sobre uma visão para a Península Ibérica. O que aconteceu foi que houve um “world cafe”, onde as pessoas propunham ideias específicas a ser debatidas. Houve uma pessoa que propôs debater como a cultura e a arte poderiam ajudar-nos a trabalhar a reflorestação no futuro, e a compreender o que precisa de ser feito. Então juntei-me a esse grupo. Claro que estava tudo muito carregado de emoção, foi mesmo depois dos incêndios, e havia pessoas na sala que tinham as terras e os seus projetos destruídos. Perguntavam-se como poderiam a arte e a cultura serem promotores, facilitadores para que um certo tipo de reflorestação se tornasse realidade, para que essa mudança acontecesse. E esse foi o momento em que eu realmente comecei a pensar como artista. Tive consciência de estar a trabalhar com a Natureza. Quando o encontro terminou, passamos de carro por quilómetros e quilómetros de terras ardidas. Não se consegue escapar. Está sempre lá. Fica-te sempre na memória.

Ainda não fala português. Como conseguiu o contacto direto com a população rural?

Decidi procurar um lugar em Portugal perto de onde tinham sido os incêndios, e encontrei a residência de artistas Raizvanguarda em Góis. Para mim foi realmente o local ideal para iniciar o projeto. A área à volta de Góis tinha sofrido com os incêndios. Os fogos foram horríveis e muito rápidos. Tudo aconteceu no espaço de tempo de apenas 24 horas. Foi um fogo mesmo muito rápido e devastador. E esta residência de artistas está localizada muito próxima desse local. Por isso, propus-lhes o projeto Eternal Forest. Disse que iria ficar lá um mês e meio, durante o qual faria a minha pesquisa. O meu objetivo era falar com as pessoas e ver o que surgiria desse primeiro encontro, o que aprenderia, o que traria comigo, era essa a minha ideia. O meu sonho era o de tentar ouvir a voz das pessoas do povo que vivem na terra todos os dias, que vivem perto das plantações, perto da floresta, nas suas terras agrícolas. Queria descobrir o que essas pessoas iriam dizer. Portanto, a minha proposta à Raizvanguarda, essa residência de artistas, era: “Vou lá falar com as pessoas e fazer-lhes entrevistas. Depois, vou transformar essas entrevistas em obras poéticas, fazer das mesmas um documentário. Vou filmar as entrevistas e depois farei um filme a partir das gravações, dos sentimentos expressados. Extrairei daí inspiração para o meu próprio trabalho poético.”

Foi o que fiz. E no final da residência artística fizemos uma exposição, que foi uma combinação dos trabalhos visuais baseados nessa poesia, um livro de artista, com todos os poemas, e um filme, que também estava ligado à arte e tinha as 12 entrevistas com as pessoas da região: Góis, Lousã e Arganil, e em que falam da sua relação com a floresta. Queria mesmo que as pessoas se abrissem e ver o que surgia dali. Claro que, quando fazia perguntas específicas, elas respondiam vagamente, para depois começar a contar a sua própria história.

Qual foi a questão mais importante?

As pessoas têm muitas ideias sobre possíveis soluções: isto e aquilo tem que ser feito, tem que se mudar de política, e precisamos de mais sentido comunitário e auto-organização. Há várias ideias que foram transmitidas, mas esta chamou-me a atenção: “O que nos impede de fazer essas transformações já hoje? Por que razão não está já a acontecer?” Aí, claro, as pessoas são obrigadas a fazer uma introspeção e a olhar à sua volta para descobrir que pedras existem no caminho e o que pode ser mudado, mas por alguma razão não se muda. Provavelmente há algo a bloquear a vista. E foi isso que descobri após este conjunto de entrevistas. Há algo que faz parte da cultura. A cultura é algo que não muda da noite para o dia. É preciso muito tempo para alterar padrões que foram assimilados por uma determinada cultura. Há algumas situações difíceis, com que não nos relacionamos de imediato, como a religião, que criou padrões restritivos fortes na mente humana e que levarão muitos anos a ser desaprendidos. E, claro, aquela ideia de que há uma ligação à natureza que está sempre dentro de nós. Como podemos reavivar essa ligação para a podermos aplicar bem? Embora essa ligação esteja dentro dos nossos corpos, faça parte das nossas memórias por termos sido parte do ecossistema durante milhares de anos, está agora gradualmente a sair de nós e a começar a controlar-nos, e até manipular-nos. No entanto, está a surgir a questão: “Porque não estamos a dar o próximo passo?”. Para mim, essa questão é pertinente, e claro que tenho uma opinião pessoal sobre isso.

Descobriu por que razão não vivemos em harmonia com a Natureza? O que descobriu ao fazer o filme?

O que vejo é uma grande desconexão. Embora a ligação esteja presente, estamos a escondê-la. Mesmo assim, acredito que a ligação esteja viva, o que quer dizer que, quando acordo, sinto a urgência, a necessidade, de sair e estar ligada à Natureza diariamente. É algo que pode acontecer a todos nós. Para alguns pode começar com um passeio no jardim, plantar árvores ou algo mais profundo, como a procura da própria identidade. As pessoas podem sair para se perderem no mundo natural selvagem, propositadamente. Acho que quando acordarmos essa necessidade tem que ser tão evidente que não a iremos conseguir vencer. Teremos que dizer a nós próprios, “ok, acordei com este pensamento tão forte, que agora vou ter de o realizar, hoje, não haverá amanhã”. Portanto, começa nesse ponto, nessa ligação pessoal, que é emocional, mental e, se quiser, espiritual ou energética. A um nível puramente mental, podemos explicar isto desta forma, “ok, sinto-me melhor. Sabemos que é melhor para o meu corpo, melhor para a minha saúde, caminhar descalço, sair e apanhar coisas ou simplesmente observar coisas, ter gosto em viver, em estar imerso na floresta. Começa tudo nesse ponto…

Tem trabalhado numa região que ardeu. Que relação criou com o elemento “fogo”?

Definitivamente, sou amiga do fogo, porque tenho também muito fogo dentro de mim. Faz-me ser ativa. Ou seja, adoro o fogo, mas ao mesmo tempo devo dizer que tenho medo e respeito por ele, no bom sentido, porque vejo que quando a sua energia se torna demasiada, ele se torna incontrolável; quando não está em equilíbrio com os restantes elementos, a água, terra e o ar. E essa falta de equilíbrio provoca a catástrofe e o excesso incontrolável dessa energia em particular. O ser humano tem trabalhado em colaboração com o fogo durante séculos. Só que, neste momento, não estamos só a ver o fogo por si só, certo? O fogo existe no meio ambiente, esse meio ambiente fomos nós que criámos, e ele permite que o fogo vá e volte sem limites. Toda a energia que aplicamos precisa de ter um limite. A água tem o limite da terra, o fogo tem que ser limitado por outros elementos. Mas pela forma que são criadas estas paisagens, de monoculturas, o fogo passa por tudo. Dito de outra forma, não há biodiversidade de elementos neste meio ambiente que impeça o fogo de se propagar. Irá arder, mas depois, onde houver demasiada humidade, irá parar, aí ou onde existirem espécies de árvores que podem parar o fogo.

Estes fogos são incontroláveis?

Sim, exato. E não quero tocar na parte obscura, na parte humana. Não sei se devo dizer isto, mas quando pergunto às pessoas de cá, praticamente todos concordam que, infelizmente, estes fogos não acontecem por acaso. Tudo está ligado: as plantações ardidas são madeira que as empresas compram mais barata, torna-se um ciclo vicioso…

A economia obscura por detrás dos fogos?

Temos demasiados ressentimentos em falar nisto. É quase como um puzzle. Quando falo com os meus amigos do sul de Itália, e digo que possivelmente estes fogos são fogos postos, eles dizem, “ouve, sabemos disso. É o que se passa também aqui na Itália.” Precisamos mesmo de chegar a um ponto em que dizemos: “Chega!” e encontrar uma forma de realizar um debate aberto, onde todos os participantes interessados nesta questão tenham uma oportunidade de falar. E tem que haver diferentes comunidades à volta da mesa. Tem que haver organizações e pessoas do povo, tem que haver empresários e ecologistas, tem que haver filósofos, artistas e economistas. Sem esse debate acho que não conseguiremos seguir em frente.

Haverá solução?

Apresentámos o filme mais de vinte vezes, e iremos fazê-lo mais vezes. Cada vez que organizo uma apresentação para uma organização específica segue-se um debate. Claro que cada debate é diferente. No entanto, nas últimas apresentações, decidi transformar o debate num painel. Agora teremos três painéis de debate, um na Beira Baixa, outro na Galeria Roca, em Lisboa, e espero que haja mais um na Universidade de Belas Artes de Lisboa. Temos que nos focar em tópicos como a forma de ver o espaço natural, o espaço selvagem com que nos identificamos e que encaramos sem o explorarmos, na ideia de criar algo novo. Por que razão precisamos desses espaços e necessitamos de biodiversidade? Temos que elaborar o debate à volta disto. Vamos tentar abdicar de nos focarmos apenas nos problemas ou na culpabilização das pessoas. É preciso tentar desenvolver algumas abordagens construtivas e encontrar soluções.

Depois, gostaria de criar um modelo de workshops. Imagine que se reúne em Monchique com a comunidade, as pessoas que ali vivem e estão prontos para participar neste debate. Mas depois também convida a Câmara Municipal e organizações que se pretendem associar a este trabalho, que estão interessadas. Imagine que convida todas as partes, vozes diferentes, vozes em oposição. Dever-se-ia tentar isso primeiro num ou em dois locais, e descobrir qual seria a melhor estrutura. A intenção do workshop será que se comece por um debate regular, fazendo perguntas, para acabar por chegar às melhores soluções para aquele local. Pretendo que as pessoas na sala digam o que querem, quais são as suas necessidades, o seu sonho e porque têm dificuldades. Só depois de ouvir todas as partes interessadas e compreender as suas necessidades poderemos chegar à solução correta para esta floresta. Gostaria de encontrar uma série de organizações que pudessem fazer isto, para depois passar o modelo aos interessados em recebê-lo e avaliar o resultado após um ano de trabalho.

O que pensou alcançar quando estava a trabalhar no filme?

Quando comecei, a minha imagem de Portugal era esta: “Claro que há zonas naturais, mas, falando de uma forma geral, já nem sei qual a percentagem do território que é simplesmente uma monocultura devastadora. E, além disso, arde, e afeta os meios de subsistência das pessoas, que perdem as suas casas e rendimentos.” Para mim foi um pouco chocante. Com a realização do filme quis compreender o que está na mente e no coração das pessoas, se a ligação com a natureza existe, e, se sim, o que esta significa? Queria ouvir a sua voz, entender a sua visão, o seu sonho para o futuro. Na verdade, isto também é algo interessante. Uma das perguntas era: “Qual o seu sonho que tem para a terra em que vive?”, ou: “Como vê esta terra daqui a cem anos?”. E, sabe, tive mesmo um grande problema com esta pergunta, porque as pessoas não me queriam dizer nada sobre os seus sonhos. Só uma ou duas o fizeram. Mas primeiro responderam: “oh, vai ser assim e assado por causa disto e daquilo, e é assim que isto é agora, sabe?”. Portanto, estavam a projetar a sua visão do futuro, tendo como base o estado atual das coisas. Fiquei chocada com isso. Disse: “espere, espere, espere! É bom ouvir o que acha que irá ser, mas se tudo desaparecesse, se pudesse fazer algo, qual seria o seu sonho para este lugar?”

Precisei de tempo para conseguir que as pessoas se abrissem e me contassem os seus sonhos. Da mesma forma, ao organizar esses painéis e workshops gostava que os intervenientes ambicionassem, imaginassem. Algo que requeira a colaboração, sentido de comunidade e auto-organização, tudo coisas que podemos afirmar serem inexistentes, ou quase, neste momento. E enquanto não existir acho que não poderemos obter bons resultados, resultados tangíveis, duradouros e sustentáveis.

É curioso as pessoas não terem sonhos para o futuro?

Sim.

O que é que isso significa?
Por que razão não têm sonhos, não conseguem imaginar um futuro seu? Porque não têm curiosidade?
Será uma questão de educação?

Penso que a educação tem um papel muito importante no que toca a restringir a mente das pessoas a uma caixa, criando geração após geração com pessoas que só pensam desempenhar uma certa função. Elas têm que se adaptar a um sistema, trabalhar. Têm as suas famílias, e depois tudo se perpetua na próxima geração. E não sobra espaço para o sonho. Mas esta manhã também pensei no altruísmo. Será que existe ou não? Porque motivo existem pessoas que fazem coisas incríveis, como plantar uma floresta inteira? Será que o fazem porque era a única coisa que dava sentido à sua vida, porque era o seu sonho preferido? E essa ação, esse processo, dava sentido à vida no dia-a-dia? Penso que as pessoas têm um papel a desempenhar, vivem a vida como se fosse um direito adquirido, mas não o é. Quando se vive a vida como se ela fosse direito adquirido, o que acontece? Vives o teu dia-a-dia e já não te preocupas com mais nada, porque não tens a energia, as capacidades adicionais necessárias para reparar no que se passa à tua volta. Mas a vida acontece a cada passo que se dá, acontece à nossa volta. E mesmo assim só participamos nuns míseros 0,01 por cento de tudo o que se passa à nossa volta, na ida para o trabalho, a levar as crianças à escola, a desejar que frequentem a melhor universidade e recebam a melhor educação. Não sei, mas talvez já não seja o suficiente. Talvez tenhamos que nos envolver um pouco mais, porque está provado que passar o poder a outras organizações, a corporações, aos políticos, não funciona muito bem. E essa é uma das razões para não termos um sonho, é por termos passado o poder a outros. E assim, como julgamos não ter poder para mudar as coisas, fazer algo por nós próprios, depositamos esse poder nos outros. Eles que façam esse trabalho por nós.

E isso levaria à escolha entre partilhar ou dominar?

Partilhar, claro. Mas isso significa desaprender muitas coisas.

Como pretende juntar no mesmo workshop pessoas que querem partilhar e outras que pretendem dominar? Quem planta monoculturas não está a partilhar.

Não.

Estão a dominar o que cresce no solo. Onde é que está uma solução entre estas duas posições, entre partilhar e dominar?

Irá ser um processo longo. Não penso que mude de um dia para o outro. E sem que se chegue ao coração das pessoas, não acho que se consiga mudar a sua mente. Por outras palavras, temos que conseguir que isto funcione na mesma sala, para que as pessoas comecem a ouvir o que as outras têm para dizer. Todos podem falar, porque têm o direito a isso, não só os que têm dinheiro e poder. Mas as pessoas na sala também têm que abrir o seu coração e fazer um esforço para ouvir os outros. Quem lá estiver, pelo menos concordou em lá estar, e isso já é importante, sabe?

Portanto, quer convidar a Portucel, a produtora de papel Navigator…

Por que não?

E juntá-los na mesma sala com ambientalistas, como a Quercus e a LPN?

Temos que começar por debater a todos os níveis, e isso significa o envolvimento absoluto das empresas produtoras de pasta de papel que, para nós – digámos – estão na origem dos maiores problemas. Porque o maior problema pode também ser a maior oportunidade. Apesar de não acreditar que a mudança surja de um momento para o outro, ela vai existir. Não há forma de escapar à mudança. Mas como? E quando faremos com que essa mudança aconteça? Já passámos da hora, temos que recuperar o tempo perdido.

Estamos atrasados?

Eu não o quero colocar dessa forma, mas temos que agir muito mais depressa, porque não podemos esperar muito mais tempo. Tenho a certeza de que há muitas pessoas dentro dessas empresas que gostariam de fazer as coisas de forma diferente, mas não sabem como.

Pode dizer-nos, em poucas palavras, o que pretende conseguir com o seu filme?

Uma das coisas que eu pretendia era que as pessoas sentissem a falta de alguma coisa nas suas vidas, de algo muito importante. Algo que falta, algo que não está lá. E que coisa é esta? Quero que eles próprios questionem, sintam as coisas na procura de respostas. E agora essa floresta é quase uma miragem, onde se encontra uma floresta eterna hoje em dia em Portugal? Temos que ir redescobri-la.

Obrigado.

É com muito gosto que apresentamos o documentário de 40 minutos, Eternal Forest (Floresta Eterna) online em www.eco123.info, em português com legendas em inglês, durante o Natal, nos dias 24, 25 e 26 de dezembro,uma oferta gratuita destinada a todos os nossos leitores.

About the author

Uwe Heitkamp, 53 anos, jornalista e realizador, vive 25 anos em Monchique, Portugal. Adore caminhadas na montanha e natação nas ribeiras e barragens. Escreve e conte histórias sobre os humanos em relação com a ecologia e a economia. Pense que ambas devem ser entendido em conjunto. O seu actual filme “Herdeiros da Revolução” conta durante 60 minutos a história de uma longa caminhada, que atravessa Portugal. Dez protagonistas desenham um relatório da sua vida na serra e no interior do país. O filme mostra profundas impressões entre a beleza da natureza e a vida humana. Qual será o caminho para o futuro de Portugal? (Assine já o ECO123 e receberá o filme na Mediateca)

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