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Dia de portas abertas no Jardim Botânico Florestal das Caldas de Monchique

No próximo sábado, 8 de novembro, o Jardim Botânico Florestal em construção no Esgravatadouro (perto das Caldas de Monchique), abrirá as suas portas ao público interessado, pelas 10h00. O sistema de proteção contra incêndios florestais WetNet será apresentado e explicado aos visitantes. Às 10h00 e às 11h00, e a cada hora cheia, o WetNet será ligado e um representante da Esgravatadouro, Cooperativa do Ambiente CRL, estará disponível para responder a perguntas técnicas e financeiras.

O Jardim Botânico Florestal dispõe de um sistema de prevenção de incêndios composto por dez aspersores em diferentes áreas. Os tubos foram instalados manualmente no solo da floresta, para não danificar as raízes das árvores.

Agora que o sistema está operacional, serão plantadas as restantes árvores. Haverá uma secção de árvores frutíferas e uma secção de árvores de folha caduca, ambas nativas, todas elas originárias da região do Algarve. O destaque vai para o carvalho de Monchique (quercus canariesis). É dada especial atenção à preferência por árvores de crescimento lento, como nogueiras e alfarrobeiras, sobreiros e tílias, com o objetivo de criar um oásis biodiverso como alternativa ao mar de monoculturas de eucaliptos.

Desde os incêndios florestais de 2018, algumas espécies invasoras também tentam invadir o Jardim Botânico. A ECO123 revela o único método eficaz para que os botânicos possam proteger áreas florestais destas espécies de árvore invasora. Caso esteja interessado, terá apenas de fazer-se acompanhar de um canivete como ferramenta.

São plantas pioneiras originárias da Austrália as que assolam Portugal e a Península Ibérica após os devastadores incêndios florestais: acácias e mimosas. Estas espécies de árvores invasivas não devem, em caso algum, ser tratadas com motosserras, pois, então, espalham-se como uma doença cancerígena.

Outro grupo de trabalho dedica-se à construção de estruturas. Está prevista a criação de um viveiro de árvores. Por exemplo, está pensado um caminho com corrimão e calçada para os amantes da natureza com mobilidade reduzida. O programa do Jardim Botânico Florestal é sempre elaborado com dois anos de antecedência. Assim, um grupo de trabalho discute o simpósio de escultura, que irá ligar a cultura e a natureza. A coexistência pacífica entre natureza e cultura sem incêndios florestais – esse é o objetivo do Jardim Botânico Florestal. O evento termina por volta das 14 horas.

Uwe Heitkamp (65)

jornalista de televisão formado, autor de livros e botânico por hobby, pai de dois filhos adultos, conhece Portugal há 30 anos, fundador da ECO123.
Traduções: Dina Adão, John Elliot, Patrícia Lara
Fotos: Arquivo ECO123

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